Um sinal de que Guilherme estaria em pré-campanha visando retornar para a prefeitura de Conquista
Quando era prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes, mais de uma vez, deixou de comparecer a eventos com o governador do Estado, mesmo que ocorresse no município. A atitude era ora atribuída ao jeito “doutor Guilherme”, tímido, retraído, ora a uma forma de ele mandar as suas mensagens de descontentamento com o governador. No caso, Jaques Wagner.
Em janeiro de 2012, ouvimos o ex-prefeito, que se preparava para a reeleição, sobre isso. Na oportunidade, ao blog Notas da Bahia Guilherme disse que a relação com Wagner era perfeita e que, no início, houve apenas alguns desencontros. “Não é que eu tenha deixado de recepcionar o governador. Em pelo menos um evento eu me atrasei e fiquei numa fila de carros parados pelo bloqueio da Polícia Militar. A gente às vezes tem uma agenda que não coincide.”
Ele explicou que, apesar dos eventuais desencontros, nunca deixou ir ao governador em nome do município e completou dizendo que, “às vezes, o gabinete do governador avisa em cima da hora e nem sempre a gente pode largar tudo para ir, mas eu vou. Teve uma vez mesmo que eu estava indo para o Extremo-Sul [do estado] e não deu para voltar. Conquista não é mais uma cidade qualquer, exige muito da gente.”
Qualquer que tenha sido a quantidade de vezes que as agendas de Guilherme Menezes e a do governador se desencontraram, o certo é que se dizia dele que não gostava de ir a eventos, inaugurações, etc., desde que não fossem da própria prefeitura. O que pode não ser totalmente verdade, mas também não é apenas folclore. E foi, justamente, por essa característica (ou fama) do ex-prefeito que um aliado dele, pessoa próxima, falou com o BLOG, na quinta-feira à noite: “Quer uma informação exclusiva, um sinal de que Guilherme deve estar mesmo pensando em ser candidato a prefeito pela sexta vez?”.
Guilherme Menezes foi candidato a prefeito de Vitória da Conquista a primeira vez em 1992, pelo Partido Verde, tendo como vice José Raimundo Fontes, do Partido dos Trabalhadores. Antes, foi candidato a deputado estadual, pelo mesmo partido. Ao todo Guilherme disputou cinco eleições para prefeito, 1992, 1996, 2000, 2008 e 2012, e três de deputado, estadual em 1994, federal em 2002 e 2006. Das oito eleições de que participou como candidato venceu sete. Especula-se que no ano que vem ele deve disputar a nona, sexta para a prefeitura. Ele nega a vontade, mas não nega que pode ser, e quando o faz não coloca muita ênfase.
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Por isso, o companheiro de partido de Guilherme, que deseja que ele seja candidato, disse ao BLOG que considerava o interesse dele de participar de evento com o governador Rui Costa (PT) no município de Presidente Jânio Quadros como um sinal “fortíssimo”, ressaltou a fonte, de que Guilherme esteja pensando em ser candidato de novo. “Está no sangue dele”. A ida dele ao encontro do governador, um ato que não esteve sempre no seu histórico, de fato, desperta, no mínimo, curiosidade.
O ex-prefeito Guilherme Menezes não tem cargo público, não está no governo de Rui Costa e não tem laços políticos significativos em Presidente Jânio Quadros, onde obteve apenas 34 votos na eleição de deputado federal de 2002 e 334 em 2006. Aos 77 anos incompletos, a disposição para tal viagem, 123 quilômetros ou cerca de uma hora e meia de viagem, “por nada”, chamou a atenção do correligionário e de outras pessoas que souberam da ida de Guilherme a Presidente Jânio Quadros, onde teria visibilidade física entre os políticos que ajudarão a definir a candidatura petista em 2020 e mostraria que ele ainda está firme e saudável, como de fato está, para mais uma eleição.
Toda dúvida é legítima. Mas quem conhece a tenacidade do ex-prefeito e sua ligação emocional com Vitória da Conquista sabe que a avaliação da fonte do BLOG tem pertinência.




