Conquista: Para vacinar todo 1º grupo prioritário contra Covid-19 é preciso mais que o dobro das doses já recebidas

Conquista: Para vacinar todo 1º grupo prioritário contra Covid-19 é preciso mais que o dobro das doses já recebidas


Nas próximas horas vão acabar as 7.320 doses de vacina que o município de Vitória da Conquista recebeu e começou a aplicar no dia 19. Até ontem a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vacinou 6.423 pessoas, entre trabalhadores da saúde e idosos residentes em abrigos e asilos da cidade. Na manhã quinta-feira (28), foi vacinado um grupo de indígenas do município, no Complexo de Saúde (Cemae).

Com a presença da prefeita em exercício, Sheila Lemos (DEM), foram imunizado 25 homens e mulheres dos povos Camacã Mongoiós do Sudoeste, da Aldeia Reserva Sol Nascente, a exemplo de Vanessa Oliveira. “Eu sinto uma gratidão enorme de ser uma das primeiras indígenas a serem vacinadas aqui no município. Isso preserva e protege o nosso povo, que já é de tão poucas pessoas”, disse a índia camacã.

Hoje prosseguiu o atendimento a trabalhadores da saúde, nos pontos de vacinação improvisados no Boulevard Shopping e na semana passada a SMS vacinou 210 idosos com 60 anos ou mais que moram em instituições de longa permanência.

FALTA MAIS QUE O DOBRO

Ainda faltam dos grupos prioritários para vacinação da primeira fase cerca de cinco mil profissionais do setor de saúde, 11.739 pessoas com idade igual ou superior a 75 anos, quilombolas (estimados, muito por baixo, em 200) e a população em situação de rua que, em Vitória da Conquista é estimada em 100 pessoas.

Não há previsão de data nem quantidade de doses que chegarão ao município. Tampouco a SMS tem como dizer qual o número final dos grupos prioritários. A princípio, a secretaria usou os dados do Sistema Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI), mas, a realidade tem se mostrado diferente. É o caso da quantidade de trabalhadores, que, com o início da vacinação, mostrou-se maior que a estimativa do sistema nacional, não estavam incluídos, por exemplo, os profissionais que trabalham com home care.

Outro exemplo são os indígenas vacinados hoje e que não estavam quantificados na tabela do SIPNI que compõe o Plano Municipal de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde. Já os quilombolas, entidades que trabalham com essa população afirmam que passam de três mil pessoas.

Assim, uma conta rápida permite dizer que falta, apenas para concluir a vacinação do grupos prioritários da primeira fase, bem mais que o dobro das doses que as 7.320 já recebidas pelo município.

 

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