Precisando melhorar nas pesquisas, Waldenor aposta em tática que deu certo com Wagner, Rui e Jerônimo

Precisando melhorar nas pesquisas, Waldenor aposta em tática que deu certo com Wagner, Rui e Jerônimo

O Plano de Governo Participativo (PGP) surgiu em 2014, com a conotação de reuniões plenárias para discutir o programa de governo dos candidatos petistas ao governo da Bahia e como estratégia eleitoral do PT da Bahia. Muita gente confunde com discussão do Plano Plurianual (PPA), que, por sua vez, é objeto de construção no primeiro ano da gestão, pois só valerá a partir do segundo ano. Antes de Rui Costa, em 2010, o então governador Jaques Wagner já fazia evento semelhante, mas sem o tom e o nome que ganhou a partir de 2014, ano da primeira campanha de Rui ao governo.

Como acontece com as festas religiosas de Salvador e do Recôncavo, que têm a parte sagrada e a profana, o PGP é uma grande festa política com uma parte chamada de técnica. É uma oportunidade de reunir líderes partidários de uma região, na cidade escolhida para sediar o evento. A grande maioria dos que vão ao PGP nem tem ideia do que acontece na parte técnica, mas participa de um ato político que dará significado à campanha do candidato ao governador, por isso precisa ser grande e reunir gente de toda a área de influência do município-sede.

Tem dado certo e Jerônimo está aí para comprovar.

Agora, o deputado federal Waldenor Pereira, pré-candidato do PT a prefeito de Vitória da Conquista, resolveu experimentar a fórmula e anuncia o primeiro PGP de sua pré-campanha para o dia 2 de março, com a presença do primeiro beneficiário dessa exitosa estratégia, o atual ministro da Casa Civil do governo Lula e ex-governador da Bahia, Rui Costa, além do secretário nacional do PT, Henrique Fontana, dos presidentes estaduais dos partidos que compõem a frente de apoio a Waldenor e, a confirmar, os senadores Jaques Wagner e Otto Alencar (PSD). Vai ser no Espaço Rafiki.

Aqui, como no estado, o PGP assume o papel de meio para obtenção de subsídios para o programa de governo que o candidato petista deverá apresentar à Justiça Eleitoral e à população, no desenvolvimento da campanha na TV, no rádio e nas redes sociais, mas, diante da reconhecida dificuldade de avanço de Waldenor nas intenções de voto, a agenda é vista, ainda mais, como uma forma de alavancar a pré-candidatura e cessar, de uma vez, com as dúvidas e a exploração – interna e externa – da viabilidade de Waldenor como o candidato que pode vencer a prefeita Sheila Lemos e a vereadora Lúcia Rocha na corrida para o cargo que o PT perdeu em 2016, depois de 20 anos de poder.

Segundo Waldenor, o PGP durará quatro meses e terá reuniões nos bairros e nos distritos da zona rural. Segundo ele, a ideia é ouvir exaustivamente a população e acolher as propostas, projetos e sugestões para um programa de governo democrático e participativo a ser defendido na campanha eleitoral. “O PGP irá onde o povo está. Iremos realizar plenárias e encontros nos bairros urbanos e distritos rurais, para o acolhimento de propostas, ideias e inquietações da população”, define Waldenor Pereira.

De acordo com a deliberação do conselho político da campanha petista, serão quatro fontes de informações para a construção do PGP: a realização de plenárias; reuniões e encontros de apoiadores dos pré-candidatos à Câmara Municipal; estudos e diagnósticos dos 13 grupos temáticos da Frente Partidária “União e Reconstrução por Conquista”; e a criação de um portal na internet para receber propostas da população.

Segundo a assessoria de Waldenor, o PGP será o instrumento norteador da frente para a campanha eleitoral e do eventual governo municipal, dedicado a enfrentar e superar os problemas históricos de profunda desigualdade social, da ineficiência dos serviços públicos municipais como Saúde, Transporte Público, Educação, Infraestrutura e de outros problemas que a população priorizar.

“Com esse instrumento participativo, haveremos de retomar a construção de uma cidade de oportunidades que experimentamos nos governos do PT em nosso município e avançar ainda mais, com o apoio do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues”, afirma o pré-candidato petista.

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