Dos mesmos autores do fracasso de bilheteria com o médico, novo filme ataca vereadora por crime que não cometeu
Um homem chamado Cristiano Dias cometeu a barbaridade de atropelar duas pessoas, propositalmente, como mostram vídeos e afirmam testemunhas. O crime aconteceu no sábado (24) por volta das 15h30, no cruzamento das avenidas Frei Benjamin e Alagoas, em frente ao Posto Sabrina, de acordo com boletim da Polícia Militar. Uma das vítimas de Cristiano ficou em estado grave e está na UTI do Hospital de Base.
Cristiano é irmão da vereadora Lúcia Rocha (MDB), que, no momento em que o familiar cometeu o ato insano, estaria na zona rural.
Mesmo assim, os mesmos produtores do filme que ataca o médico Aloísio Alan, presidente do partido Republicanos, resolveram investir em um novo campeão de audiência para as redes sociais e elaboraram mais uma peça de baixo nível e e alta sujeira, tentando atingir a vereadora, que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para prefeita de Vitória da Conquista. É a mesma metodologia do vídeo anterior. Uma colagem de cenas buscando induzir a pessoa à interpretação de interesse do autor.
No vídeo em que tentam colocar no colo de Lúcia, como se diz, o crime do irmão, misturam-se imagens do governador Jerônimo Rodrigues. No método de indução, os calejados, clandestinos, porém não mais anônimos, autores da peça, querem fazer as pessoas deduzirem que, mais que a irmã de Cristiano, também o governador deve ser penalizado. A ideia nefasta é acertar dois coelhos com uma cajadada só, como se fala no nosso simpático linguajar brasileiro.
Mas, já que usamos mais de um ditado popular, vale lembrar outros dois: “O mundo dá voltas” e “O feitiço vira sempre contra o feiticeiro”. Os autores dos dois vídeos, é muito provável, merendam na mesma cantina, estão sob o mesmo vínculo empregatício e a pessoa a quem querem agradar, sabe o que elas fazem. E se nada faz, peca por omissão, medindo as consequências e acreditando que os fins justificam os meios ou que o benefício é maior que o custo.
Os dois vídeos e outros, somados a mensagens de áudio ‘venenosas’, como se diz, são sinais de que poderemos ter, este ano, a campanha eleitoral mais suja de todos os tempos. Uma guerra de narrativas, com fake news e ataques vis. É preciso que a justiça eleitoral, a polícia, a imprensa e as pessoas sérias em geral estejam atentas e prontas para combater esse vício. Aos autores dessas maldades, o aviso é simples: o vício do cachimbo deixa a boca torta e com a boca torta fica mais difícil se esconder.
Na manhã desta terça-feira (27), o jornalista Daniel Silva, em um editorial do seu programa Brasil Notícias, foi direto ao ponto: o que se fez contra a vereadora Lúcia Rocha foi jogo sujo, considerando que a ninguém pode ser imputado o crime de outrem. “Lúcia vem sofrendo um golpe baixo, daqueles que militam no campo da política. Lúcia não tem nada a ver com o que aconteceu”, afirmou o radialista no programa que vai ao ar na Brasil FM de segunda sexta-feira, às 8h00. Para ele, foi “golpe baixo, rasteiro, daqueles que abraçam em público, mas afiam as facas nas sombras”.
Ouça o áudio.

