Maio é tempo de voltar a pensar em vices | Lúcia já encontrou o dela, Waldenor ainda procura e Sheila já tem uma escolha
Chega maio, falta menos de 160 dias para a eleição, e é hora de voltar a pensar no assunto vice, que sumiu da mídia, depois de um bom período em que se destacou a discussão de quais seriam os nomes que poderiam compor as chapas principais que concorrerão ao cargo de prefeita ou prefeito de Vitória da Conquista.

Afinal, embora a atual prefeita esteja no fim de um mandato sem vice, ela mesma chegou ao cargo por ser vice. Sabe-se que é uma função importante, tanto porque substituirá o gestor ou da gestora, na eventualidade de férias ou viagens internacionais, por exemplo, bem como porque não se descarta a possibilidade de o(a) vice herdar o cargo em abril de 2026, se o(a) titular se afastar para ser candidato ao legislativo estadual ou federal.
Tivemos Sheila com sua lista de 12 homens prontos para tirar a foto para a urna, Waldenor esperando Lúcia e ela esperando um partido para avaliar as opções. Antes dos dois concorrentes, a pré-candidata do MDB encontrou no delegado Marcus Vinicius de Morais Oliveira (Podemos), também vereador, como ela, o par ideal para as caminhadas em busca do voto dos conquistenses.
Waldenor, até poucos dias, dizia que ainda tinha esperança de ter Lúcia com ele. Muita água ainda passará por baixo da ponte, costumam dizer ele e partidários. O mais provável é que Lúcia e o MDB foram embora com a correnteza e Nonô está precisando de um vice ou, de preferência, uma vice. Duas mulheres com papel importante no meio feminino e destacadas em suas atuações profissionais têm seus nomes anotados na caderneta do deputado federal que deseja levar o PT de volta à Prefeitura da terceira maior cidade da Bahia: a delegada de polícia Gabriela Garrido e a presidente da OAB, Luciana Silva. A primeira não nega que topa e a segunda se fecha em copas.
Mas tem gente na frente formada pelas federações PT/PCdoB/PV e PSOL/Rede, mais o PSB, que sugere que Waldenor pode apresentar um empresário, alguém com trânsito no setor social que Herzem Gusmão chamava de PIB conquistense. Um dos cortejados era o dono da Livraria Nobel e da Maxtour, José Maria Caires, ele mesmo experiente na gestão pública, por ter sido prefeito – bem avaliado – de Dom Basílio. Mas, Zé Maria vota lá, não tem filiação partidária em Conquista. As conversas variam para outras opções.
Do lado de Sheila, da longa relação de vice-prefeituráveis, até a semana passada restavam três, mas um deles, o secretário de Saúde, Vinicius Rodrigues, caiu em uma armadilha e sucumbiu ante um vídeo em que, supostamente, pede apoio para um pré-candidato em troca de serviços da sua pasta. Ele nega e alega que o vídeo está fora de contexto, apenas com o intuito de atingi-lo diretamente e à prefeita por ricochete. Quem conhece Vinicius não duvida que ele fale a verdade, mas o fato é que a arapuca o eliminou do vestibular sheilista para vice.
Ainda estão no páreo, João César Guimarães, presidente do PP, considerado aliado fundamental de Sheila, amigo de ACM Neto e, dizem os que o conhecem, “um gigante nas campanhas”, e o médico Alan Fernandes, presidente do Republicanos, de fácil trânsito entre os diversos setores da comunidade, conhecido por sua atuação no esporte e fortemente identificado com o bolsonarismo. Contudo, apesar de ainda se esperar o dia que a prefeita vai dizer qual dois prefere, quem a conhece um pouco (ninguém fora da casa dela a conhece bem, diz-se que ela é como a esfinge de Tebas, indecifrável) aposta que a escolha dela está feita há muito tempo.
O pré-candidato do Avante, advogado Marcos Adriano, não fala nem sinaliza sobre o vice. Sem alianças, terá que escolher alguém do partido. Conforme ele já disse, tanto faz se homem ou mulher, desde que tenha compromisso e competência.


