Em entrevista, Waldenor diz que debate é pouco para esclarecer a população sobre ação de impugnação de Sheila

Em entrevista, Waldenor diz que debate é pouco para esclarecer a população sobre ação de impugnação de Sheila

Após o debate da Band FM, realizado ontem (18), o candidato do PT a prefeito de Vitória da Conquista, Waldenor Pereira, avaliou a realização do evento e comentou sobre o tema que acabou predominando, o julgamento de ação movida pela coligação dele e pelo candidato Marcos Adriano, do Avante, questionando a participação da candidata do União Brasil, Sheila Lemos na eleição.

Para os adversários da prefeita, ela estaria buscando um terceiro mandato consecutivo de um mesmo núcleo familiar, já que, de acordo com a ação, a mãe dela, Irma Lemos, teria assumido o cargo em substituição a falecido prefeito Herzem Gusmão, em 2020, e quando Sheila assumiu, oficialmente, já estaria concretizado um segundo mandato de pessoa da mesma família; assim, a lei impediria a candidatura dela porque se trataria de um terceiro mandato.

Waldenor reconheceu que o assunto é complexo e só o debate não daria para que as pessoas entendessem todo o processo. “Eu acredito que não, que não totalmente. Mas, de qualquer forma, o assunto foi colocado à baila, para que a população, uma vez provocada, possa buscar mais informações, mais esclarecimentos a respeito do assunto, que, de fato, trata-se de um tema complexo, porque é um tema jurídico, que exige um conhecimento mais aprofundado do ponto de vista acadêmico.”, observou Waldenor.

Para ele, ao levar o assunto ao debate teve “a preocupação de provocar a população a respeito do que está acontecendo. A população precisa se informar que qualquer candidato tem que atender aos requisitos estabelecidos pela lei para o registro das suas candidaturas. Nada mais do que isso”.

Sobre a reação que acusa a ação de ter a intenção de ganhar no ‘tapetão’, o candidato do PT ressaltou que também a coligação de Sheila buscou a Justiça Eleitoral tentando o indeferimento de candidaturas adversárias. “A coligação da candidata prefeita também tentou impugnar a candidatura do candidato a vice-prefeito da chapa de Lúcia Rocha; também tentou impugnar a candidatura da candidata a vereadora, presidente é licenciada do Simmp, que é o sindicato dos professores municipais”, destacou Waldenor.

O candidato destacou que o questionamento de candidaturas é um instrumento previsto em lei, cuja iniciativa é muito comum, em qualquer pleito eleitoral. “Nós estamos achando estranho esse comportamento da chapa da prefeita de caracterizar como manobra, como tapetão, etc, porque iniciativas semelhantes a coligação dela também tomou contra adversários. Não obteve sucesso, mas as iniciativas foram tomadas. Portanto, a gente espera que quem possa decidir de fato seja a justiça eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral, que é quem vai, em última instância, decidir, bater o martelo a respeito dessa questão”, explicou.

Quanto ao julgamento no TRE, Waldenor diz que, do ponto de vista procedimental, o resultado ainda pode ser qualquer um, ainda que os votos de quatro desembargadores tenham formado maioria pela inelegibilidade da prefeita. No entanto, ele reafirma sua convicção de que o resultado do julgamento, que deve sair nesta sexta-feira (20), acatará os argumentos apresentados na ação, que vão, segundo ele, ao encontro de jurisprudência, indeferindo a candidatura da adversária.

“Olha, tendo em vista a natureza desse processo, eu estou muito confiante de que será mantida a decisão pela impugnação. Mas, do ponto de vista procedimental, a decisão final só se configura após a reafirmação dos votos, numa última sessão [nesta sexta-feira, 20]. Eu não posso negar essa possibilidade. Todavia, em razão do julgamento, dos pareceres que foram apresentados, da jurisprudência existente a respeito de matérias similares a essa, nos dá uma confiança de que os votos serão mantidos e aí, por consequência, a impugnação da candidata. Mas, de fato, do ponto de vista procedimental, eu não sou advogado, hei de concordar que a decisão final só virá na hora que o juiz apitar o final do jogo, como diz o ditado popular.

SOBRE O DEBATE

“Eu acho que o debate foi de boa qualidade, tivemos a oportunidade de apresentar algumas proposições, alguns projetos, mas, é claro que a metodologia estabelecida limita todos os candidatos a uma exposição mais detalhada das suas iniciativas, dos seus desejos, dos seus projetos. Mas, de qualquer forma, o debate é sempre importante para esclarecer e informar os eleitores a respeito dos candidatos e também do seu programa de governo. Portanto, ajuda o eleitor a tomar uma das decisões mais importantes da sua vida, que é exercer o voto popular e escolher pessoas que vão lhes representar, nesse caso, o poder executivo municipal. Mas sou muito confiante, foi um bom treinamento, eu acho que no debate amanhã (hoje, 19, na Clube FM) eu vou sair melhor ainda, porque, é claro, envolve todo um aspecto psicológico. Mas, eu fiquei muito satisfeito, alegre, de poder participar desse primeiro debate que teve a oportunidade de abordar importantes temas”, avaliou Waldenor.

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