Em 2024, Aeroporto Glauber Rocha teve passagens caras, poucos voos diretos e queda na movimentação de passageiros

Em 2024, Aeroporto Glauber Rocha teve passagens caras, poucos voos diretos e queda na movimentação de passageiros

É inegável a importância do Aeroporto Glauber Rocha para Vitória da Conquista e região. Sua chegada foi comemorada como um equipamento de impulsão de desenvolvimento. Ainda não há como medir isso, considerando que o crescimento econômico de um lugar é medido pelo seu Produto Interno Bruto (PIB), mas no ano passado o IBGE anunciou que o PIB de 2022 ficaria para este ano e a referência ainda é 2021. Contudo, o aumento na movimentação de passageiros desde a inatividade do antigo Aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo, dá sinais otimistas de que o Glauber Rocha contribui para o fortalecimento da economia conquistense.

Inaugurado em 23 de julho de 2019 com pista de 2.100 metros, 325 metros a mais que os 1 775 metros do velho aeroporto, onde só era possível o pouso e a decolagem de aeronaves de pequeno e médio portes, como os ATR da Passaredo e da Azul, o Glauber Rocha permitiu que mais pessoas possam embarcar em um único voo, a bordo de um Boeing 737-800 ou de um Airbus A321Neo, como o que rendeu vídeos, fotos e notícias em blogs ao fazer sua estreia na pista conquistense no último dia 1º de janeiro.

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Além dos aviões maiores, com capacidade para mais passageiros; mais espaço, agilidade e conforto nas instalações, a inauguração do belo aeroporto não ampliou os destinos, continua ligando Vitória da Conquista a Salvador, Belo Horizonte e São Paulo. Na região, não é mais o único a oferecer esse serviço. Com frequências diferenciadas, os aeroportos Horácio de Mattos, de Lençóis, e Isaac Moura Rocha, de Guanambi, já fazem a mesma coisa.

Pelo menos por via aérea, Vitória da Conquista não conseguiu se transformar no ‘portal de entrada’ da Chapada, projeto acalentado há alguns anos, depois da chegada do novo aeroporto, mas que não vingou por uma série de motivos. Um deles pode ser a viabilização de aeroportos regionais, como os de Guanambi e Lençóis.

Nem tanto o primeiro, que seria mais perto do que Vitória da Conquista apenas de Rio de Contas, mas Lençóis não é somente mais próxima de lugares como Mucugê e Palmeiras, onde fica o famoso distrito de Caetê-Açu do ainda mais famoso povoado do Capão, ou de Andaraí, onde está localizado o distrito de Igatu, Lençóis é, em si, uma espécie de sinônimo de Chapada Diamantina.

Outro motivo, tão ou mais relevante, é o preço das passagens. Tem se falado muito nos preços da viagem aérea até Salvador. Sem contar que há apenas três voos diretos por semana. Mas, não é caro viajar de avião apenas de ou para a capital do estado, uma passagem de São Paulo a Vitória da Conquista, daqui a uma semana, no dia 13 de janeiro, vai custar R$ 2.553,30 pela Latam; R$ 2.565,55 pela Gol; e R$ 2.883,34 pela Azul, considerando em todas as opções o voo direto com direito a uma mala.

Se a viagem for de Salvador para Vitória da Conquista, a pessoa vai comprometer valores ainda mais altos. Se a viagem for no dia 13, a pessoa pagará R$ 3.439,17 se quiser o voo direto da Azul. Mas, se ela estiver indo para a Chapada, via Lençóis, a passagem custará apenas R$ 980,17, tendo, porém, que esperar chegar a quinta-feira, único dia dessa linha.

Se o destino for Guanambi, para chegar em Rio de Contas, por exemplo, ou só para fazer negócios na cidade mesmo, o bilhete custará R$ 1.344,17.

As outras opções para o conquistense ir ou voltar de Salvador de avião podem ser Gol, pagando R$ 2.830,00, por cinco horas de viagem com conexão em Guarulhos-São Paulo, ou Latam, em viagem de seis horas e 15 minutos, com conexão também em Guarulhos, a R$ 2.298,55.

O BLOG não dispõe de elementos para afirmar, mas a frequência de voos diretos para Salvador, apenas três por semana, os preços altíssimos das passagens e a redução dos passageiros de Guanambi, público que aumentava significativamente o movimento do aeroporto, podem ter sido fatores que ajudaram a reduzir o número de passageiros que chegaram ou embarcaram no Glauber Rocha.

Sem os números de dezembro, em 2024 passaram pelo aeroporto 379.867 passageiros, média de 34.533 por mês. Ocorre que nos últimos três meses os quantitativos não chegaram nem perto dessa média. Foram 30.581 em setembro, 31.756 em outubro e 25.006 em novembro, número apenas um pouco maior que a movimentação no primeiro mês de inaugurado o Glauber Rocha: 21.903.

Dificilmente os números de 2024 se igualarão a 2023, quando embarcaram ou desembarcaram em Vitória da Conquista 449.984 pessoas. Na hipótese otimista de alcançar um número equivalente à média mensal, terão passado pelo Glauber Rocha entre 410 mil e 415 mil passageiros, o que resultará na segunda variação negativa desde a inauguração, que foi em 2020, quando os voos foram reduzidos e suspensos em grande parte do ano e a movimentação foi de -36,4%.

3 comentários sobre “Em 2024, Aeroporto Glauber Rocha teve passagens caras, poucos voos diretos e queda na movimentação de passageiros

  1. Parabéns ao Desgoverno do Estado que cortou o beneficio as Companhias áreas que tem uma margem de lucro muito baixa e sofrem com a alta do dólar que alavanca também o preço do querosene de aviação.

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