Assalto por escrito | Em Conquista, ao invés de falar, ladrão preso pela Guarda Municipal entregou lista de exigências a vítima

Assalto por escrito | Em Conquista, ao invés de falar, ladrão preso pela Guarda Municipal entregou lista de exigências a vítima

Na última sexta-feira (4), uma guarnição da Guarda Municipal (GM) foi alertada por populares de que um homem tinha acabado de roubar, com ameaça de arma de fogo, uma loja de celulares na Galeria Panvicon, localizada na Avenida Lauro de Freitas, no centro da cidade. O assalto foi confirmado pela vítima, que contou aos guardas que um homem com uma blusa e chapéu pretos roubou dois celulares Redmi Note 13 da loja em que ela trabalha, e fugido.

Segundo relato da GCM o suspeito acabou sendo contido por populares ao entrar na galeria Joaquim Correia. Testemunhas disseram que, quando as pessoas pararam o ladrão, a arma de fogo que estava com ele caiu no chão e um homem, aparentemente um vendedor de doces, pegou e levou com ele.

Os agentes da Guarda Municipal encontraram os celulares com o suspeito e o levaram com os objetos para o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), onde foram apresentados ao delegado de Polícia Civil Luís Gustavo Tortoreli Dutra para serem tomada as medidas cabíveis. Segundo relato os agentes, foram realizadas rondas pelas ruas do centro para tentar identificar a pessoa que levou a arma, porém até o momento não foi identificado.

ROTEIRO

Roubos de celulares em lojas de Vitória da Conquista, sejam à noite, furtivamente, ou em pleno dia, à mão armada, já não são novidade, a despeito da atuação diuturna das polícias Militar e Civil e do apoio da GM. Mas, neste caso, um detalhe inusitado chamou a atenção. O ladrão, apesar de provavelmente armado, tentou ser discreto, ao tempo em que era ameaçador. Ao invés de falar ou gritar, apresentou uma espécie de cartilha com as condições que a vítima deveria atender.

A cartilha do ladrão mandava a vítima agir naturalmente, porque ele só falaria uma vez, seria a chance de quem estava sendo assaltado; dizia para a vítima olhar para a cintura, onde estaria uma arma que, se ele tirasse da cintura, seria para atirar na vítima caso ela avisasse a alguém ou agisse de forma estranha. “Atiro à queima roupa e saio. O prejuízo vai ser só seu”, ameaça.

Para convencer a vítima, está escrito que a vida dela vale mais do que qualquer bem material, e orienta a embalar bem o produto roubado, entregar sem fazer alarme e ainda agradecer pela ‘compra’. Antes de terminar, o ladrão diz que depois que ele sair da loja, a polícia só seja avisada meia hora depois.

No fim da cartilha do roubo, ele escreveu, em negrito: “30 minutos agindo naturalmente. Não seja burro(a). Se meu comparsa informar que falou a alguém antes ou agiu estranho, vamos te seguir ao sair da loja e te cobrar.”

Apesar do roteiro, das ameaças e do ‘plano com um comparsa’, o ladrão foi detido por populares, preso pela Guarda Municipal e está na cadeia. Ainda.

A ação da GM foi desempenhada pelo Grupo de Proteção Preventiva Comunitária (GPPC), na viatura Ymboré 05.

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