Sheila Lemos diz que exposição agropecuária e FIB são importantes para a população e Vitória da Conquista não pode perder
A diretoria da Cooperativa Mista Agropecuária Conquista (Coopmac) já anunciou, oficialmente, que a 54ª Exposição Conquista, marcada para abril não vai acontecer. Em nota pública, a entidade explica que optou pelo adiamento do evento porque faltou “aporte financeiro” dos governos e da iniciativa privada e que ficou muito em cima para fazer a 54ª exposição, sem “um risco real de prejuízo”, para a cooperativa. A exposição já havia sido cancelada em 2019, tendo retornado no ano passado, com o patrocínio do governo do estado e da Prefeitura de Vitória da Conquista.
Há cerca de duas semanas, a notícia de que o Festival de Inverno Bahia, que acontece em agosto, há 20 anos (considerando os dois anos de interrupção pela pandemia), também não se realizará. Ainda não apareceu nenhuma manifestação oficial da Rede Bahia, responsável pelo festival, por meio da Bahia Eventos e da TV Sudoeste. Fontes ligadas às empresas, no entanto, deixaram escapar que, de fato, a realização do FIB deste ano está sob avaliação. Há quem afirme que a decisão está tomada e Vitória da Conquista deverá mesmo ficar sem a festa do inverno.
Tanto a decisão da Coopmac de cancelar a exposição de abril, como a sinalização da Rede Bahia de que não fará o 19º Festival de Inverno causaram comoção. Os dois assuntos viraram um só: é ruim para Vitória da Conquista não ter os eventos, que são grandes oportunidades de cultura e entretenimento para milhares de pessoas, além da relevância para a economia local.
A exposição agropecuária e o FIB representam circulação de dinheiro, com muita gente de fora gastando na cidade, desde os hotéis aos táxis e transportes de aplicativos, passando por restaurantes e pelo comércio em geral. Além da visibilidade e repercussão positiva para o restante da Bahia e do Brasil. Como exposição nacional, o evento da Coopmac já foi um dos mais interessantes do país no setor. O festival é um dos mais maiores do Nordeste.
Por causa desses fatores somados, segundo a prefeita Sheila Lemos (União), o poder público e a iniciativa privada não podem se omitir, cabendo a cada um, naquilo que for a sua condição, procurar saber em que pode contribuir para garantir a realização dos dois eventos.
Para a gestora conquistense, não se trata de abrir mão de recursos para apoiar iniciativas privadas, mas de buscar formas de parcerias, com benefício para todos os lados, especialmente para a cidade, que “perde muito sem esses eventos, tanto do ponto de vista de opção de lazer para a população, como do ponto de vista econômico e de visibilidade das marcas positivas de Conquista”.
A prefeita concorda com o pensamento de que não apenas o festival e a exposição, mas o Arraiá da Cidade, a Miconquista, o Moto Rock, o Festival Suíça Bahiana, se somam a elementos naturais e físicos de Vitória da Conquista, como o clima, o pôr do sol, a hospitalidade, a culinária, o Cristo, a Catedral de Flores e o Orquidário, entre outros, para agregar valor ao município, ajudar na sua projeção estadual e nacional, elemento que ajuda na atração de empresas, de pessoas e de investimentos, tanto públicos quanto privados.

“Por isso, estamos dando nossa contribuição, conversando, pensando em uma forma de garantir a realização dos dois eventos”, diz a prefeita, acrescentando que isso não significa que a Prefeitura vai fazer maiores desembolsos financeiros para conseguir o objetivo. “A Prefeitura sempre participou desses eventos como parceira e está com a mesma disposição. O que estamos fazendo a mais são articulações, entendimentos que venham ampliar as parcerias e até fazer ver aos realizadores a importância de manter as duas coisas”, explica.
Sheila Lemos tem esperança de que o governo do estado reavalie a situação e perceba o quão importante é, por exemplo, a exposição agropecuária, que ele ajudou a voltar no ano passado, junto com a Prefeitura e outros parceiros. “Acredito que o governador poderá ter um papel importante nisso”. Quanto ao Festival de Inverno, a prefeita diz esperar que a Rede Bahia ache uma fórmula de manter o evento, que Vitória da Conquista tornou grande e hoje é uma marca da cidade e da própria empresa.



São eventos importantes para nossa cidade. Movimenta a questão financeira da cidade.