Waldenor diz que não deseja recorrer ao STF depois de julgamento do TSE a favor de Sheila, mas decisão final é dos partidos
O deputado Waldenor Pereira (PT) fez contato com o BLOG para declarar quais serão os próximos passos depois do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a favor da prefeita Sheila Lemos (União) em ação movida pela coligação que o apoiou e pelo candidato a prefeito do Avante, Marcos Adriano.
Logo após a reunião articulada por ele com o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, para definir a participação do governo do estado na exposição agropecuária de Vitória da Conquista, Waldenor enviou mensagem ao BLOG em que diz que, pessoalmente, não deseja interpor recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), como ainda é possível.
“Inicialmente, esclareço que a ação de impugnação do registro da candidatura da então candidata a prefeita, Sheila Lemos, foi proposta pela Federação Brasil da Esperança e demais partidos aliados, contando com o meu conhecimento e concordância”, disse o deputado.
“Todavia, considerando que, ao julgar o nosso recurso, o TSE mudou o seu entendimento sobre a inelegibilidade que incidia sobre a prefeita, a minha posição pessoal é de não interpor recurso extraordinário ao STF, mas a decisão final sobre a questão cabe aos partidos autores da Ação”, esclareceu Waldenor.
No mesmo dia do julgamento que deu vitória a Sheila Lemos, Marcos Adriano também já disse que não pretende recorrer ao STF.
ENTENDA
O plenário do TSE votou por unanimidade pela rejeição dos agravos regimentais da coligação liderada pelo PT e de Marcos Adriano, mantendo a decisão do relator, ministro André Ramos Tavares, que havia reformado o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral que considerara Sheila inelegível e indeferiu sua candidatura. Ela concorreu sub judice e venceu no primeiro turno, com 58,83% dos votos válidos.
Foi Sheila quem recorreu ao TSE, contra a decisão do TRE baiano. O relator manifestou-se monocraticamente pela sua elegibilidade, deferiu a candidatura e garantiu a posse. O trâmite prosseguiu, porém, com os agravos da coligação de Waldenor e de Marcos Adriano, enviados por Ramos Tavares para apreciação do pleno do tribunal, que manteve o posicionamento do relator, em sessão na terça-feira (11)

