PT conquistense deverá ter uma mulher presidente, depois de 16 anos. Vereadora Viviane une partido na missão de recuperar força

PT conquistense deverá ter uma mulher presidente, depois de 16 anos. Vereadora Viviane une partido na missão de recuperar força

Daqui a pouco mais de um mês, no dia 6 de julho, o PT fará sua eleição interna, chamada de PED (Processo de Eleição Direta), para escolher os dirigentes nacionais, estaduais e municipais. A disputa tem sido assunto na mídia, ainda mais em nível nacional, porque a nova direção partidária poderá ter maior ou menor influência na política do governo Lula, que é fundador do PT e mais importante filiado, que costuma dizer que leva muito em consideração as linhas defendidas pelo partido.

Na Bahia, os governos petistas, desde Jaques Wagner, têm um alinhamento maior com o partido, sem riscos de sobressaltos. Não há embaraços e isso deve se manter qualquer que seja o resultado da eleição, que tem cinco candidatos à presidência e sete chapas para o diretório.

Em Vitória da Conquista, nos últimos 20 anos houve disputa, com franca predominância, até 2019, do grupo ligado ao ex-prefeito Guiherme Menezes. Em 2019, isso mudou com a eleição de Isaac Bonfim, representando o grupo dos deputados Waldenor Pereira e Zé Raimundo.

Este ano, deve mudar ainda mais, com a eleição de uma mulher para a presidência do diretório municipal, depois de três mandatos masculinos, em 16 anos (antes dela, Suzana Ribeiro dirigiu o partido até o final de 2009). Embora com ligações mais fortes com Guilherme, de quem foi secretária de saúde por oito anos, o nome de Márcia Viviane Sampaio, vereadora em terceiro mandato, conseguiu unir os grupos mais fortes dentro do partido e deverá ter uma eleição histórica.

Ela não terá uma eleição por aclamação, porque duas tendências votarão contra. Foram inscritas três candidaturas à presidência, Viviane, Carlos Ribeiro e Gustavo Costa, e seis para o diretório, chamadas de proporcionais porque asseguram participação de todas correntes internas no diretório.

Decidiram apoiar a vereadora os coletivos (ou tendências) Resistência Socialista (dos deputados Waldenor e Zé Raimundo), Avante (Guilherme Menezes e Jorge Solla ), Esquerda Popular Socialista/EPS (deputado Valmir Assunção e Beth do MST) e Renova CNB (do vereador Alexandre Xandó).

Disputam com ela a presidência os coletivos Avante (ligado a Marcelino Galo) e Ética Socialista/MCOESO (independente, que tem entre seus quadros o intelectual Herberson Sonkha). Os dois candidatos à presidência lançaram um manifesto na semana passada contestando o movimento pela unificação das demais correntes em torno da candidatura de Márcia Viviane.

Falando em nome da chapa ‘O Levante das Catrevagens’, que reúne militantes das duas tendências na mesma chapa proporcional, os dois candidatos dizem que “não existe consenso. Existe hegemonia de uma aliança entre setores que historicamente controlam o partido, mesmo sem respaldo da base militante e dos movimentos sociais combativos”.

Viviane, se obtiver a eleição que tido indica terá, assume o partido na condição de terceira mulher a chegar à presidência*, com a missão de tentar fazer com que o partido reassuma o protagonismo político e eleitoral que teve entre 1996 e 2016, quando perdeu a primeira eleição para Herzem Gusmão. Desde então, foram mais duas derrotas e uma clara diminuição do poderio eleitoral do PT em Vitória da Conquista, implicando, inclusive na redução da bancada na Câmara Municipal, que tinha cinco vereadores em 2008, 5 em 2012, 4 em 2016, 4 em 2020 e somente 3 em 2024.

* O PT já teve como presidentes Célia Tanajura, de 2005 a 2007, e Suzana Ribeiro, de em 2007 a 2009.

FOTO DESTAQUE: THIAGO GAMA (REPRODUZIDA DO SITE CONQUISTA REPÓRTER)

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