Aprovação do governo Lula é igual à do STF, mas reprovação é maior, mostra pesquisa Ipespe, que ouviu também sobre tornozeleira de Bolsonaro

Aprovação do governo Lula é igual à do STF, mas reprovação é maior, mostra pesquisa Ipespe, que ouviu também sobre tornozeleira de Bolsonaro

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu aprovação de 43% da população brasileira, em pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). O percentual é igual ao do Supremo Tribunal Federal (STF), mas a reprovação difere.

No caso do governo Lula, a reprovação é de 51% e do do STF é 49%. O levantamento foi feito entre 9 e 22 de julho.

A pesquisa traz uma evolução positiva da avaliação do governo do presidente Lula, comparada com levantamento de maio. Naquele mês, ele tinha 40% de aprovação, este mês subiu três pontos percentuais, e 54% de reprovação, tendo diminuído também três pontos percentuais.

O Ipespe perguntou também se as pessoas aprovam ou desaprovam as atuações do Senado e da Câmara dos Deputados. As avaliações são muito semelhantes. A Câmara teve 24% de aprovação e o Senado 25%. O trabalho dos deputados recebeu reprovação de 63% e dos senadores de 61%.

De acordo com a pesquisa Ipespe melhorou a expectativa da população sobre os próximos meses do governo Lula. Para 42%, vai melhorar; eram 39% em maio. Vai piorar para 43%, ante 44% que pensavam igual em maio. Ficará igual na opinião de 13%, em maio eram 16%.

Os pesquisadores também questionaram os entrevistados sobre a medida do STF de obrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro a usar tornozeleira eletrônica, além de ficar recolhido em casa à noite e finais de semana, não ter acesso às redes sociais, não pode se aproximar de embaixadas, entre outras medidas. Para 25%, as medidas foram leves; 29% acharam adequadas; 13% consideraram exageradas e 30% descabidas.

O levantamento ainda traz a opinião dos entrevistados quem seria o principal representante dos valores e do pensamento da direita no Brasil. A maioria respondeu que é Jair Bolsonaro, com 46%, segundo de Tarcísio de Freitas, com 14%, Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Romeu Zema, com 3%, cada, e para 19% não é nenhum desses.

Um recorte identifica a escolha a partir da posição ideológica dos entrevistados. Para quem se identifica como de esquerda, 40% dizem que o principal representante do pensamento de direita é Bolsonaro, depois Tarcísio, 9%; Ratinho, 4%; Caiado, 3%; e Zema, 3%. Para 27% dos que se dizem de esquerda nenhum desses.

Entre os que se dizem de direita, Bolsonaro é o representante na opinião de 67%; Tarcísio é para 16%; Ratinho e Zema, 3%, cada; Caiado 2%; e para 5% nenhum desses. Para 32% dos entrevistados que se identificam como de centro, é o ex-presidente quem representa o pensamento de direita no Brasil; 20% dizem que é Tarcísio; 6% que é Caiado; para 4% é Zema; para 3% é Ratinho Júnior; e 25% dizem que nenhum deles se enquadra nessa representação.

A pesquisa entrevistou 2.500 brasileiros com idades a partir de 16 anos, de todas as regiões do país, com base em dados do IBGE 2022 e do TSE 2024. Foi utilizado um formato híbrido: pesquisa telefônica (CATI), com aplicação de entrevistas por equipes de pesquisadores, e online (CAWI).

Os percentuais que não totalizam 100% são decorrentes de arredondamento ou de múltiplas alternativas de resposta.

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