Professores municipais fazem paralisação por pagamento de piso salarial e Prefeitura diz que movimento é político. Simmp rebate
A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), divulgou nota na manhã desta terça-feira (5), acusando o Sindicato do Magistério Municipal Público (Simmp) de realizar uma paralisação – durante todo o dia de hoje – apenas por motivação política e ilegal, já que, segundo a Smed, todos os professores tiveram reajuste, não seria período de campanha salarial. De acordo com a nota, mais de 40 mil alunos estão sem aula
A presidente do sindicato, Greissy Reis, contradiz a secretaria e diz que o reajuste de 6,27% do piso nacional determinado pelo governo federal deve ser para todo o magistério, sem discriminação na sua aplicação. Os profissionais cobram o pagamento retroativo do reajuste. Segundo a presidente, a Prefeitura só realiza o pagamento a partir de maio, sem considerar que o reajuste é válido desde o início do ano. A categoria realizou um ato em frente à prefeitura pela manhã e cobraram também o pagamento do precatório do Fundeb.


VEJA OS POSICIONAMENTOS
SMED
“A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Educação, esclarece que a paralisação realizada nesta terça-feira (5), pelo Sindicato do Magistério Municipal Público (Simmp), não tem fundamento jurídico legal, uma vez que o sindicato não se encontra em campanha salarial e não há motivo para a suspensão das aulas, já que os reajustes já foram aplicados, e os professores que estavam abaixo do piso receberam o reajuste e o retroativo. Os demais, de acordo com o Plano de Carreira, recebem acima do piso e tiveram os salários reajustados em 6,7%.
Dessa forma, deixar mais de 40 mil alunos sem aula, por questões puramente políticas, é no mínimo um desserviço à população, comprovando falta de compromisso do sindicato com a educação de qualidade.
Em tempo, a Smed informa que adotará todas as medidas necessárias para garantir a continuidade do ano letivo sem intercorrências motivadas por decisões unilaterais, que visam tão somente causar fato político.
E ainda reforça que todos os professores que decidirem por ministrar suas aulas, sem aderir à paralisação, estarão amparados pela Secretaria Municipal de Educação.”
SINDICATO
“Nota totalmente desvirtuada da verdade! O reajuste do piso é para todos, não há previsão de discriminação na aplicação do reajuste, essa prática ilegal está sendo cometida pelo governo, que se apropria do reajuste de janeiro a abril indevidamente. Os professores das demais células da tabela salarial exigem o pagamento do retroativo do reajuste de 6.27% que o governo recebeu e até o momento não repassou aos professores, além de gratificações garantidas no plano de carreira que não estão sendo pagas devidamente.”



