Festival literário de Mucugê – um dos mais importantes do Nordeste – faz da cidade da Chapada polo de cultura por uma semana



Realizado desde 2016, o Festival Literário de Mucugê (Fligê) chega à oitava edição como um dos eventos culturais mais importantes do estado, alcançando repercussão nacional pela presença de nomes destacados da cultura brasileira, da literatura à música, e uma grande participação de público, oriundo de várias partes da Bahia e até de outros estados.
Este ano, de 13 a 17 de agosto, a histórica cidade da Chapada Diamantina, a 260 quilômetros de Vitória da Conquista, receberá, entre outros, Micheliny Verunschk, vencedora do Prêmio Jabuti, Vanessa da Mata; Tiganá Santana; Marlua (homenageando Evandro Correia), a Filarmônica 23 de Dezembro, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) e a Orquestra Arcos, que levarão a música sinfônica pelas ruas da cidade, além da expografia “Palavra, o Grande Rio” e o espetáculo teatral “As máquinas do mundo na paisagem diamantina”, da Companhia de Teatro Mucugê, fazendo do lugar o polo da cultura baiana por cinco dias.
O coração da Fligê pulsa forte nas suas atividades literárias, que abrangem leitura guiada, mesas literárias, bate-papos, rodas de conversa, lançamentos de livros, saraus e sessões de autógrafos. Ao todo, serão 37 atividades desse segmento, com 55 participantes nas rodas e bate-papos, entre escritores, pesquisadores e profissionais da área cultural.
Entre os destaques, na mesa de abertura, no dia 15 de agosto, Josélia Aguiar, jornalista, biógrafa de Jorge Amado e autora premiada, e Gildeci Leite (Aiò Inà Nílê Asipà), romancista, criador do conceito “Literatura de Axé” e professor da UNEB, discutirão a presença dos rios e das matas na obra de Jorge Amado, articulando literatura, memória e território.
No sábado, 16 de agosto, a autora Micheliny Verunschk, vencedora do Prêmio Jabuti pelo livro O Som do Rugido da Onça, participa da mesa “Ranger para conter”, que aborda narrativas originárias e insurgentes.
A programação musical da Fligê 2025 terá uma diversidade de gêneros e estilos, com 12 apresentações musicais, divididas entre shows e concertos. A MPB terá em Vanessa da Mata sua representação principal, em combinação de bate-papo e canção.
Haverá 33 lançamentos individuais de livros e 10 sessões de lançamentos coletivos, reunindo uma variedade de gêneros e vozes autorais. Os lançamentos coletivos incluem antologias, coletâneas e obras infantis, promovendo a diversidade literária e ampliando as oportunidades para escritores regionais e nacionais apresentarem suas produções ao público.
OPÇÕES
Em 2025, a Fligê oferece nove oficinas, distribuídas em áreas como jornalismo, escrita criativa, teatro, música e cultura digital.
Para as crianças, o Fligêzinha trará uma programação especial com 22 atividades que incluem palhaçaria, contação de histórias, quadrilhas infantis, teatro de fantoches e histórias musicadas, garantindo o contato dos pequenos com o universo literário e cultural de forma lúdica e participativa.
Já a Fligê + Juventudes oferece seis atividades distribuídas entre bate-papos, rodas de conversa e uma exposição de quadrinhos e tirinhas ao vivo, fomentando a reflexão crítica e a criatividade.
O festival também dá espaço para a expressão artística dos grupos locais, como o Coro Encanto Diamantino, o Ballet da Chapada Diamantina, a Lyra Popular de Mucugê, além do tradicional cortejo literário e manifestações folclóricas como o Reisado Burrinha de Ouro, as quadrilhas juninas típicas da região e apresentações de capoeira, do Toque Sagrado e nas danças tradicionais, compondo um panorama rico da cultura viva da Chapada Diamantina.
E ainda haverá 65 apresentações de estudantes da rede estadual e o público poderá conferir o Beco Poético NTE-03 e a exposição permanente dos projetos estruturantes do Núcleo Territorial de Educação.
A Fligê 2025 conta com a presença de cerca de 16 editoras que promovem lançamentos, exposições, bate-papos, rodas de conversa e sessões de autógrafos, como a Dandara, Alma do Verbo, Literatura de Cordel e Cartoneras, Edifa, Editus, Fábrica das Letras, Eduefs, Mondrongo, Caramurê, Edufba e Arpillera, além das editoras cartoneras e outras independentes.


