Depois de quase não acontecer, FIB desfaz qualquer dúvida: é um dos maiores eventos musicais do Nordeste e virou, de vez, marca conquistense

Depois de quase não acontecer, FIB desfaz qualquer dúvida: é um dos maiores eventos musicais do Nordeste e virou, de vez, marca conquistense

É praxe guardar segredo sobre o total de público que comparece ao Festival de Inverno Bahia, a cada ano. E é certo que a cada noite foi uma quantidade diferente, mas não existe dúvida de que multidões estiveram na festa, para afirmar, de vez, que é a maior da Bahia, maior até que o Festival de Verão, de Salvador, se não em público, pela sua representação e respeitando a proporcionalidade entre a capital do estado e a capital do Sudoeste.

Vitória da Conquista é uma cidade acostumada com muitos eventos musicais – mesmo assim, tem gente que se queixa e diz que na cidade “não acontece nada”: Moto Rock, Suiça Baiana, Arraiá da Conquista, Natal Conquista de Luz, São Pedro Tôa Tôa, Miconquista e inúmeros shows durante todo o ano, das mais diversas tendências e estilos musicais. Mas quando se menciona a cidade lá fora, é comum se ouvir de volta, “ah, a cidade do frio, do festival de inverno”.

Aliás, o FIB já foi FIC, era o festival de Conquista. Implicações acerca da marca e o crescimento estadual do evento levaram à mudança. É simbólico que o primeiro tenha sido aberto, no dia 26 de agosto de 2005, por uma apresentação belíssima de Xangai, seguido de Luciana Mello e Barão de Vermelho, na sexta-feira, e por Pato Fu, Zeca Baleiro, Nando Reis, no sábado, e Diamba, Jorge Vercilo e Biquíni Cavadão, no domingo.

Desde então, o FIB foi crescendo, mudando, crescendo, mudando até atingir sua maturidade este ano, como uma festa eclética, democrática em estilos, que envolve e atende a todos os gostos musicais.

E pensar que, por meses, a dúvida era se este ano haveria o Festival de Inverno. A cidade lamentava o cancelamento da exposição agropecuária e da festa musical. A incerteza foi até maio, quando o FIB foi confirmado, para, em agosto, mostrar que tem muito gás para continuar sendo o sucesso que começou há quase 20 anos (o primeiro foi no dia 26 de agosto de 2005). Sucesso de público, crítica e economia.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Vitória da Conquista, Marcos Ferreira, testemunha que o FIB é uma das características da economia conquistense, da economia circular da região Sudoeste. “Não é à toa que na pesquisa do nosso Plano de Turismo Sustentável, ele foi a segunda maior lembrança, depois do frio”.

Este ano, o festival teve cinco estreias e sete conhecidos. Matuê, Nei Matogrosso, Leonardo, Natanzinho Lima e Pablo participaram do FIB pela primeira vez, o que se pode dizer de Mãena, mas ela se apresentou como convidada de João Gomes. Entre os que já eram conhecidos do festival: Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, Ivete Sangalo, Léo Santana e BaianaSystem fizeram a frio sumir por horas no sábado.

Na noite anterior, ninguém menos que Ney Matogrossso, que vive o seu auge de carreira e popularidade, abriu o FUB 2025. João Gomes retornou, depois de três anos, e trouxe Mãeana, com seu já registrado estilo ‘pisa nova’. E Natanzinho Lima, com seu arrocha-piseiro encerrando a abertura do histórico FIB 2025.

No domingo, o estreante Matuê , o maior nome do trap nacional, uma evolução do rap, abriu a última noite do festival. Todo o movimento que sua música levou ao palco foi sucedido pelo romantismo do sertanejo Leonardo, a inspirar lembranças no público. E quem fechou a noite e o FIB 2025 foi Pablo, o rei do arrocha sentimental.

O festival que quase não ia acontecer, bombou, fez história. Vai dar o que falar por muito tempo. Que venham mais. Vitória da Conquista para ver e aplaude, porque os resultados são positivos, como mostram os números de público, de economia e a repercussão positiva para cidade.

FOTOS: LAÉCIO LACERDA (CORTESIA DO FIB)

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