Com quatro mortes este ano, cenário de doenças respiratórias é de alerta, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Vacinação continua nas unidades

Com quatro mortes este ano, cenário de doenças respiratórias é de alerta, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Vacinação continua nas unidades

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que o cenário das doenças respiratórias em Vitória da Conquista já exige atenção. Entre 1º de janeiro e 28 de março, o município já registrou 135 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com quatro mortes confirmadas no período.

Entre os casos, cinco foram relacionados à influenza, com um óbito. Já as infecções por Covid-19 também somaram cinco casos e uma morte. Outros 72 casos foram atribuídos a diferentes vírus respiratórios, como rinovírus, vírus sincicial respiratório, adenovírus e metapneumovírus, com duas mortes confirmadas.

Em 2025 não houve registro de casos de influenza. Por outro lado, os casos de SRAG por Covid-19 apresentaram redução de 82,14%. Diante desse cenário, a Vigilância Epidemiológica reforça a importância da vacinação, principalmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada por sintomas intensos que comprometem a respiração, podendo levar à hospitalização e até à morte. Entre os principais sinais estão febre, tosse persistente, dificuldade para respirar e baixa saturação de oxigênio.

O objetivo da vacina contra influenza é garantir a proteção da população antes do período de maior circulação do vírus, que acontece entre o outono e o inverno. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Halanna Ferraz, o momento é o indicado para a imunização. “O organismo leva de duas a três semanas para desenvolver a proteção adequada. Por isso, é fundamental que a população se vacine agora, antes do aumento da circulação do vírus”, explicou.

Segundo ela, a vacinação antecipada ajuda a reduzir complicações, internações e até mortes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. “A vacina não protege só quem recebe a dose, ela também diminui a circulação do vírus na comunidade, contribuindo para a proteção coletiva”, completou.

COMO SE VACINAR

A vacinação contra a influenza segue disponível em todas as unidades de saúde do município, sem necessidade de agendamento, e é destinada principalmente aos grupos prioritários, como idosos, gestantes e crianças entre seis meses e menores de seis anos. Apesar da disponibilidade da vacina, a cobertura ainda está abaixo do esperado. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é chegar a 90% até o dia 30 de maio.

Até o momento, foram aplicadas 9.996 doses no município, sendo 7.793 destinadas aos grupos prioritários. Entre esses públicos, os índices ainda são considerados baixos: 6,25% das crianças foram vacinadas, 10,72% das gestantes e 10,11% dos idosos.

Para receber a dose, basta procurar a unidade de saúde mais próxima, durante o horário de funcionamento, levando documento pessoal e, se possível, o cartão de vacinação. A recomendação é não deixar para os últimos dias da campanha, garantindo que o organismo tenha tempo suficiente para desenvolver a proteção antes do período mais crítico.

A vacina é gratuita, segura e continua sendo a principal forma de prevenir a gripe e suas complicações.

COM REPORTAGEM E FOTO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO (SECOM)

Deixe uma resposta

Você não pode copiar conteúdo desta página

Descubra mais sobre BLOG DE GIORLANDO LIMA

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading