Área do atual aeroporto foi reivindicada pela prefeitura para dar lugar a um centro administrativo e interligar avenidas

Em janeiro de 2016, o então prefeito Guilherme Menezes disse ao BLOG que fez o pedido ao Governo Federal, por meio do Ministério da Defesa, em duas oportunidades. Proposta de Guilherme proporcionaria ganho para o Município, com melhorias na mobilidade urbana. Atual governo não demonstrou interesse pela ideia apresentada pelo adversário. Guilherme também achava que o próximo gestor poderia optar por vender o terreno.

A matéria, publicada no dia 18 de janeiro, começava dizendo que a liberação pela presidente Dilma Rousseff de R$ 45 milhões para as obras de construção das áreas de embarque e desembarque do novo aeroporto de Vitória da Conquista representava mais do que a renovação da esperança dos que querem ver o projeto concluído e o equipamento funcionando, que estava previsto, se tudo desse certo, para o primeiro semestre de 2017. (Não aconteceu como o previsto e o aeroporto chegou ao fim de 2018 com mais de 95% dos serviços e equipamentos instalados, mas sem data para a entrega, em decorrência de recursos à licitação da empresa que gerirá as operações.)

Informava o BLOG em 2016, que “quando o novo aeroporto estiver concluído e operando, a área do atual aeroporto pode retornar ao Município de Vitória da Conquista, permitindo à prefeitura realizar modificações naquela parte da cidade, para facilitar a mobilidade urbana e, ainda, implantar um moderno centro administrativo para funcionamento de setores da Prefeitura”.

 
Guilherme disse que fez a proposta ao Governo Federal

Estes eram os planos do prefeito Guilherme Menezes, desde 2013. Segundo Guilherme, naquele ano foi entregue ao Ministério da Defesa a documentação comprovando que o terreno do aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo foi doado pela Prefeitura de Vitória da Conquista ao governo federal em 1956 e solicitando que a área retorne ao município logo que as operações forem transferidas para o novo aeroporto que está sendo concluído.

“Na primeira vez que eu solicitei aquela área, o ministro da Defesa era Celso Amorim. Eu levei e entreguei a ele a escritura de doação do terreno, feita pela prefeitura ao governo federal, em 1956, para construir ali o campo de avião, como chamavam. Quando Jaques Wagner assumiu o Ministério da Defesa eu retornei ao ministério e entreguei pessoalmente a ele essa solicitação e ele disse que ia ver com o Patrimônio da União”, relembrou o prefeito.

Segundo Guilherme, não se trata de apenas querer o retorno da área em si, mas de obter condições para melhorias urbanas importantes. “Aquele lado da cidade precisa daquela área para interligar as avenidas que hoje são cortadas pela pista do aeroporto. Você só tem, praticamente, a Frei Benjamim para ir de um lado para o outro, pois as outras avenidas são cortadas pela existência da pista. E nada mais justo do que a área retornar para o Município, como conseguimos o Espaço Glauber, uma área de 25 mil metros quadrados, depois de muita tentativa, até conseguirmos com o Patrimônio da União”.

Além da interligação ou extensão das vias interrompidas pela pista do aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo, o prefeito acredita que no local pode ser erguido um centro administrativo. “A interligação das avenidas é uma das vantagens do retorno da área, mas, pensamos em usar o espaço”. O prefeito informou que conversou com o governador Rui Costa sobre o assunto pedindo o seu apoio pessoal e institucional para o pleito.

Imagem do Google Earth mostra que a pista do atual aeroporto interrompe várias vias.

“Conversei com o governador na última reunião que tive com ele, pedindo apoio para isso também. Ali é bom até para um centro administrativo ou para algumas secretarias (porque não dá para fazer todas as secretarias em um único local, até estrategicamente isso não é bom). Guilherme também disse, à época, que o próximo gestor poderia optar por vender o terreno. “Até se fosse o caso, poderíamos vender, passando pela Câmara de Vereadores, claro, para obter recursos em benefício do município e toda população”.

6 comentários sobre “Área do atual aeroporto foi reivindicada pela prefeitura para dar lugar a um centro administrativo e interligar avenidas

  1. É uma área muito grande, no coração da cidade e que, com boas ideias, pode ter várias destinações úteis para a cidade que ja sofre com a falta de áreas mais centrais para construção e desenvolvimento. Hoje vários órgãos públicos já funcionam no lado leste, margeando a Av. Olivia Flores. Então, imagino que deve ser pensado outras projetos

    1. Pode servir a vários órgãos. O importante é o município se posicionar para reaver o terreno e usar de modo inteligente visando o desenvolvimento da cidade como um todo, sem o estabelecimento de duas cidades em uma, sendo a Cidade Leste dotada de tudo, com órgãos públicos localizados lá por ser o “vetor econômico mais forte” e a Cidade Oeste a ter que se deslocar. Abraço, amigo. Saudações natalinas.

  2. Para alguns pode até parecer ousada a questão. Mas e prudente pensar grande quando se trata da cidade, pois creio que so o que se gasta com os despendiosos aluguéis, seria o suficiente para cobrir o custo do empreendimento.
    Portanto independente de quem seja o gestor faço votos que consiga o pleito, porque quem irá ganhar é a cidade!

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