De novo? Vitória da Conquista e Belo Campo sofrem redução de 20% na oferta de água, segundo a Embasa
O fato é que a empresa está na berlinda. Passou anos sem fazer investimentos significativos, atrasou adutoras, deixou de fazer a barragem projetada e só “se mexeu”, como se diz popularmente, quando Herzem Gusmão, ainda em 2016, prefeito eleito, ameaçou não renovar o contrato com a empresa.
Enquanto isso, nem o governo do Estado nem a Embasa dizem quando a barragem do Catolé começará a ser construída. A falta de informação atesta que a Embasa continua a desrespeitar Vitória da Conquista.
Já virou rotina. Nos últimos meses os avisos de suspensão, interrupção ou redução na distribuição de água pela Embasa se tornaram frequentes. Mais uma vez a empresa emite um aviso de problemas no abastecimento de Vitória da Conquista e Belo Campo. E a cada vez que a imprensa divulga os avisos, a população se manifesta com desconfiança. Isso porque há dois anos a empresa vem falando em aumento nos investimentos para regularizar o abastecimento, o que não aconteceu.
Diversos bairros, principalmente os mais afastados do centro de Vitória da Conquista, e a zona rural reclamam de falta de água por cinco, dez e até 15 dias. Muita gente diz que mesmo quando a água chega não tem força para alcançar os tanques e reservatórios, normalmente colocados no alto. A gerência local da Embasa procura explicar porque a população fica sem água, mas o fato é que a empresa está na berlinda. Passou anos sem fazer investimentos significativos, atrasou adutoras, deixou de fazer a barragem projetada e só “se mexeu”, como se diz popularmente, quando o prefeito Herzem Gusmão ameaçou não renovar o contrato com a empresa.
Com as altas temperaturas de verão, aumento do consumo, perdas na rede e chuva insuficiente, o nível das barragens que abastecem Conquista e Belo Campo cai rapidamente. Mesmo com a chuva forte do domingo (17), a situação não se alterou e a população já começa a temer um novo racionamento. Enquanto isso, nem o governo do Estado e nem a Embasa falam de quando a barragem do Catolé começará a ser construída. A falta de informação atesta que a Embasa continua a desrespeitar Vitória da Conquista.
Diante da constante deficiência no serviço não é exagero afirmar que se o governo municipal tivesse respaldo popular suficiente teria recebido apoio para desfazer o contrato e passar o abastecimento de água e a administração do esgotamento sanitário (a verdadeira fonte de lucro da Embasa) para outra empresa.
Nesta terça-feira, a nota da Embasa diz que problemas elétricos continuam afetando abastecimento em Vitória da Conquista e Belo Campo. Segundo a empresa, “o sistema integrado de abastecimento de Vitória da Conquista registra redução de 20% na oferta de água distribuída devido a problemas elétricos em equipamentos na barragem de Água Fria e na estação de tratamento. Desde o último domingo (17), os problemas estão provocando um déficit na produção de água tratada e, como consequência, a rede distribuidora que atende alguns bairros e localidades rurais de Vitória da Conquista, assim como o município de Belo Campo, pode registrar variações de pressão”.
“Os técnicos da empresa estão trabalhando para restabelecer o funcionamento dos equipamentos eletromecânicos o mais breve possível. Até a regularização do volume normalmente distribuído pelo sistema, a Embasa recomenda que a população continue mantendo a economia, consumindo de forma racional a água armazenada nos reservatórios domiciliares e evitando todas as formas de desperdícios.”

