Com valor menor | Prefeitura renova com Novo Horizonte enquanto organiza operação direta
Conforme estava previsto, enquanto não define quando vai começar a operação com os dez ônibus alugados da Empresa de Transporte Rosa, que já estão na cidade, a Prefeitura renovou o contrato com a Viação Novo Horizonte para continuar prestando serviço nas cinco linhas em que a Cidade Verde deixou de operar no dia 13 de abril. As linhas R03 – Pradoso x Centro; R04– Santa Marta x Centro; R06- Senhorinha Cairo x Centro; R17 – Lagoa das Flores x Centro e D42 – Lagoa das Flores x UESB fazem parte do lote 1, que era da Viação Vitória e passou a ser atendido pela Cidade Verde, de forma emergencial, depois que a Vitória perdeu o contrato em razão de irregularidades na prestação do serviço.
Com a saída também da Cidade Verde das linhas o governo teve que procurar uma solução para não deixar os moradores das localidades sem opção de transporte público, por isso fez um contrato com a Novo Horizonte, pagando o valor global de R$ 810 mil, sendo R$ 224 mil pelo aluguel de sete ônibus e R$ 58.909,30 pelo aluguel de dois micro-ônibus, além de pagar R$ 3,76 por quilômetro rodado no caso dos ônibus (total de R$ 509.010,00) e R$ 3,30 no caso dos micro-ônibus (R$ 18.080,70) . Por esses valores, os ônibus da Novo Horizonte teriam a obrigação de rodar nos 30 dias do contrato, 135.375 quilômetros, uma média de 19.339,28 por veículo e 4.215,5 quilômetros por dia. Os micro-ônibus precisariam completar 5.479,30 quilômetros, média de 2.739,65 cada e 182,64 por dia.
Com o novo contrato, publicado ontem (20) no Diário Oficial do Município, o valor do contrato teve uma redução de 3,49%, de R$ 810 mil para 781.709,10. A diminuição se deu no preço dos aluguéis dos veículos. Os ônibus baixaram de R$ 32 mil cada para R$ 28.800,00, perfazendo R$ 201.600,00 o total dos sete veículos, e os micro-ônibus saíram de R$ 29.454,65 para R$ 26.509,20, perfazendo R$ 53.018,40. O preço do quilômetro rodado, no entanto, não variou. Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) a Novo Horizonte cumpriu todas as ordens de serviço, o que foi confirmado por fiscalização diária.
O secretário da Semob, Jackson Yoshiura, disse que havia uma expectativa de reajustar as ordens de serviço, com vistas a reduzir o valor pago pela quilometragem final, caso a demanda fosse menor e propiciasse a diminuição de viagens, “mas, como a operação era catraca livre, teve o efeito de aumento da demanda, impedindo a redução da operação”. É neste ponto que se sustenta a definição de o Município operar diretamente o serviço nas cinco linhas específicas, pois os dez ônibus que foram alugados da empresa Rosa oferecem a possibilidade de bilhetagem, ou seja, o serviço pode se pagar com a cobrança de passagens.
A Prefeitura está considerando operar diretamente, não apenas as cinco linhas, mas todas as linhas do lote 1 que estão com a Cidade Verde, cuja obrigação de rodar nas linhas emergenciais se encerra em menos de dois meses, de acordo com liminar da juiza Simone Chagas, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Vitória da Conquista. O secretário Jackson Yoshiura disse que estão fatando apenas ajustes operacionais para que a Prefeitura comece a prestar, ela mesma, o serviço nas cinco linhas do Lote 1 que estão com problema.





