Professores de Direito da Uesb chamam Rui Costa de neocarlista por causa de fala sobre greve

Em entrevista ao site Brasil 247, no início da semana (terça, 28), o governador Rui Costa disse que só discutirá a questão do corte nos vencimentos dos professores das universidades estaduais quando eles encerrarem a greve. Para ele, o corte serviu para que os professores soubessem que greve não é férias. “Senão vira férias”, disse o governador. Que afirmou que, como sindicalista, nunca fez greve recebendo salário. “Você encerra o movimento e senta para negociar o pagamento de salários. Se não é férias. Você junta 20 pessoas em assembleia e decide por uma greve de 12 meses recebendo salário”, afirmou ao 247 Rui Costa.

A fala do governador se somou à dificuldade de negociação apontada pelos grevistas. Já são 52 dias de greve e poucos avanços no diálogo com o governo, que optou pelo corte nos salários. A medida provocou reações entre os professores das universidades estaduais. Nesta quinta-feira (30), os professores do curso de Direito da Uesb divulgaram uma nota de repúdio à decisão do governador.

Com 24 assinaturas, o documento denomina Rui Costa de neocarlista e afirma que o corte de salários é uma tentativa de intimidar o movimento grevista e é um desrespeito à categoria “que serve de forma honrada à educação na Bahia e, apesar da sua política de sucateamento das nossas universidades”, que se equiparam às melhores instituições de ensino superior do país.

“Os professores do curso de Direito da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), para defender os direitos trabalhistas, a garantia constitucional do direito de greve e as práticas sindicais vêm a público repudiar a decisão do governador Rui Costa de cortar os salários dos professores universitários, em greve desde o dia 9 de abril de 2019.”

“Não concordaremos com o senhor, governador, que de forma neocarlista diz que “caso não tomasse essa atitude, os professores poderiam parecer estar de ‘férias’! Lamentável! A discussão acerca do corte do ponto dos dias de paralisação busca intimidar o movimento grevista e mostra o desrespeito à categoria que serve de forma honrada à educação na Bahia e, apesar da sua política de sucateamento das nossas universidades, graças aos nossos esforços, estas se equiparam às melhores instituições de ensino superior deste país, projetando este Estado no cenário nacional e internacional em matéria de qualidade de ensino e de produção científica.”

CLIQUE AQUI E LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA.

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