Greve na Uesb | Corte de salário atinge professores de Medicina que estão trabalhando.

O protesto desta quinta-feira em Vitória da Conquista teve como principal bandeira a educação e nasceu, em nível nacional, por causa das medidas tomadas pelo governo Jair Bolsonaro envolvendo cortes de recursos para as universidades e institutos federais. Mas, Bolsonaro e o ministro Abraham Weintraub não foram os únicos alvos dos professores e estudantes que tomaram ruas do centro da cidade com palavras de ordem, cartazes e discursos de protesto. O governador Rui Costa, considerado intransigente em razão das reivindicações dos professores das universidades estaduais da Bahia, que estão em greve há 52 dias, também mereceu apupos.

Rui é acusado de também ter tomado medidas que limitam as ações das universidades, com cortes e supensão de repasses, além de não ter dado aumento aos professores nos últimos quatro anos. O protesto ganhou ainda mais contundência porque os professores receberam os contracheques de maio com os descontos dos dias parados, assim como ocorreu em abril. Teve professor que não teve qualquer valor no contracheque.

Faixa diz: Educação também merece investimento tamanho G (Site Avoadir/Facebook)

A medida do governo da Bahia atingiu, inclusive, os professores que estão trabalhando e mantendo atividades de pesquisa ou dando aulas, como no caso do curso de Medicina. Vários professores estão ativos, mesmo com a greve, para garantir as atividades de internato, que incluem alunos do quinto e do sexto anos do curso.

O BLOG conversou com dois dos professores que se encontram nessa condição. Um deles, que optamos por manter a identidade preservada, disse por mensagem de WhatsApp, que são aproximadamente 90 professores no curso de Medicina e que destes 40 são do internato. “Estamos trabalhando normalmente, mas tivemos nossos salários cortados. Faço parte do grupo que está cumprindo integralmente a carga horária e recebi 52 faltas seguidas”.

O corte dos salários correspondem aos 22 dias de greve em abril e 30 deste mês de maio. “O desconto foi de, praticamente, 100% do salário este mês”, disse uma das fontes do BLOG. O medico e professor da Uesb disse que procuraram o Departamento de Ciências Naturais, mas não obtiveram nenhum sinal de que o corte será revertido.

Na segunda-feira (3) a Adusb  fará assembleia para avaliar o movimento e as negociações com o governo. A reunião discutirá a manutenção da greve. Há quem acredite que o corte dos salários pode ter estimulado os docentes a resistir, mantendo o protesto, mas já há quem tema que a decisão do governo possa ter mudado o ânimo da maioria e ajude a encerrar a greve. Esta sO corte de salário deu uma alterada nos ânimos.


A FOTO DESTAQUE É APENAS ILUSTRATIVA, NÃO É DE UMA AULA DA UESB (INTERNET)

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