Uesb contesta posicionamento de DCE e convoca professores a dar aula durante greve estudantil

Uesb contesta posicionamento de DCE e convoca professores a dar aula durante greve estudantil


Em nota oficial divulgada ontem (19) a reitoria da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e a presidência do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) explicam a razão pela qual referendaram o retorno das aulas na segunda-feira (17), quando grande parte dos estudantes estava fora das cidades-sedes dos campi, em suas cidades de origem, além do fato de a semana de aulas ter que ser interrompida já na quinta, em razão dos feriados de Corpus Christi (20) e São João (24), exigindo dos estudantes de outras partes faltarem às aulas ou realizar despesas de deslocamento, já que a tradição é passar o período das festas juninas em casa. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) chamou uma assembleia extraordinária, que votou por uma greve até o dia 3 de julho.

Oficialmente, a Uesb justificou a volta das aulas esta semana lembrando que a universidade é a estadual com o calendário mais atrasado e que retardar ainda mais o recomeço das atividades, depois de 67 dias de greve, seria um prejuízo para os próprios alunos. Diz a nota que “o retorno às aulas no dia 17 de junho, imediatamente após a assinatura do Termo de Acordo que estabeleceu as condições para o encerramento da greve docente, foi adotado em função das necessidades da instituição e das diretrizes e prioridades já aprovadas pela Uesb em seu Conselho Superior”.

Reitoria e Consepe dizem estranhar os argumentos dos estudantes, já que, argumentam, se a greve dos professores não tivesse ocorrido haveria aulas normalmente neste perído. “Estranhamos as alegações de que, ao estabelecer atividades docentes para o período que envolve as semanas de Corpus Christi, São João e Independência da Bahia, a Administração da Uesb estaria impondo graves prejuízos para os alunos, já que, na hipótese de que não tivesse ocorrido a greve docente, este período seria de atividades letivas normais (nesta hipótese, do primeiro período letivo de 2019).”

Para a Uesb não faria sentido todas as demais universidades estaduais da Bahia recomeçaram as aulas no dia 17 e só a Uesb, que sequer conseguiu concluir os semestres do ano passado, fazer isso depois. “Vale lembrar que, dentre todas as universidades estaduais da Bahia, a Uesb é a que se encontra com maiores prejuízos e atrasos em seu calendário acadêmico. Todas as outras universidades estaduais programaram seu retorno para o dia 17 de junho e não teria sentido a Uesb, que ainda não conseguiu concluir seus semestres letivos de 2018, retardar em mais 16 dias a retomada de suas atividades de docência em sala de aula”.

A nota da Uesb tem 15 pontos de argumentos e explicações e encerra afirmando que a decisão tomada quanto ao retorno às aulas está mantida e solicita que os professores atendam o que foi definido e deem aulas normalmente. Sem citar o DCE e a decisão de greve tomada pela assembleia de estudantes, a nota da Uesb aponta retorno das aulas na terça-feira (25), independente da paralisação anunciada pelos alunos.

“Neste cenário, considerando que a deliberação que foi adotada pela Reitoria e pela Presidência do Consepe quanto à retomada do calendário acadêmico levou em conta, além das necessidades institucionais, posicionamentos já aprovados pelo Conselho Superior, mantemos a deliberação adotada por meio da Resolução Consepe nº 18/2019 e solicitamos a todos/todas os/as docentes que permaneçam à disposição da Instituição, para todas as atividades inerentes ao trabalho acadêmico universitário, incluindo as atividades de docência”, afirma a nota.

Não foram divulgados posicionamentos do Diretório Central dos Estudantes ou dos colegiados da Uesb após a nota oficial da reitoria e do Consepe.

VEJA A NOTA DA UESB NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI.

Deixe uma resposta

Você não pode copiar conteúdo desta página

Descubra mais sobre BLOG DE GIORLANDO LIMA

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading