Advogado de pastor acusado de homofobia contra Mãe de Santo, em Conquista, diz que tudo é glamorização
O advogado Jean Ricardo Gusmão Vieira, responsável pela defesa do pastor Wellington da Silva, acusado de racismo, intolerância religiosa e homofobia pela Yalorixá Rosilene dos Santos Santana Sousa, 45 anos, conhecida como Mãe Rosa, publicou em seu perfil no Facebook que o episódio não passa de glamorização de parte da comunidade LGBTQ+. O caso aconteceu no dia 30 de junho, um domingo, em Vitória da Conquista.
O advogado, que também é pastor formado pelo Centro de Formação Teológica Batista Nacional (CFTBN), de Vitória da Conquista, diz na postagem que todos os que contribuírem direta ou indiretamente para denegrir a imagem do pastor ou de sua igreja serão processados. Jean Ricardo postou mensagem com o mesmo teor no espaço de comentários do BLOG, feito repetido em outros sites.
A VERSÃO DA YALORIXÁ
Segundo Mãe Rosa, ela procurou o pastor para solicitar que ele recomendasse à comunidade da igreja dele que não cometesse o mesmo ato atribuído por ela a uma mulher da mesma congregação, que mais cedo a teria ofendido por ser mãe de santo e lésbica. “Eu saí para ir ao mercado comprar pão. Na volta, vim conversando com uma senhora. Na porta do terreiro ela me perguntou se era minha casa. Respondi que sim, e ela começou a dizer que eu precisava de oração. Tentei explicar que tinha minha religião, minha crença própria e ela questionou minha orientação sexual: ‘Você é sapatão, né?’, e começou a me xingar me chamando de macumbeira, sapatão”, contou Mãe Rosa ao blog BlitzConquista.
A Yalorixá disse à imprensa e à polícia que procurou o pastor, mas acabou sendo ofendida por ele também. “Pedi pra conversar, mas ele já veio me agredindo fisicamente, com o dedo em riste, batendo no meu peito”, disse ela ao BConquista. “O pastor começou a falar que minha casa era um antro de perdição, cheio de negrinhas, e que enquanto ele tiver Jesus vai fazer de tudo para tirar o terreiro de lá porque lá é um ponto do Satanás”, completou.
De acordo com o advogado Jean Ricardo, o caso sequer foi objeto de início de persecução criminal, ou seja não teria sido aberto inquérito, que é a fase anterior à ação penal. Ele também diz na nota que postou nos comentários dos blogs e no Facebook, que a comunidade LGBTQQICAPF2K+ ainda “não foi devidamente esclarecida quanto ao novo tipo penal criado recentemente pelo Egrégia Magna Corte [Supremo Tribunal Federal – STF]”.
O pastor Wellington nega as acusações.
LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA

“A defesa do Pastor Welligton da Silva está absolutamente tranquila e entende que tudo não passa de ‘glamuralização’ do episódio por uma pequena parte da comunidade LGBTQQICAPF2K+ que ainda não foi devidamente esclarecida quanto ao novo tipo penal criado recentemente pela Egrégia Magna Corte.
Cumpre salientar que o fato noticiado até a presente data sequer foi objeto de início de persecução criminal e que todos que contribuírem direta ou indiretamente para denegrir a imagem do Pastor ou de sua igreja serão devidamente acionados após o término da ação penal por ocasião de sua absolvição, se é que haverá oferecimento de denuncia pelo MP e consequente aceitação por parte do Estado-Juiz.
Jean Ricardo Gusmão Vieira
Advogado”
FOTO DESTAQUE: YALORIXÁ MÃE ROSA (BLOG DO ANDERSON)



