Assunto urgente e delicado | Com cemitérios no limite, Prefeitura de Conquista promete (e deve) construir outro

Assunto urgente e delicado | Com cemitérios no limite, Prefeitura de Conquista promete (e deve) construir outro

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Vitória da Conquista tem dois cemitérios públicos dentro da cidade. O mais antigo, o Cemitério da Saudade vai completar 105 anos de funcionamento no ano que vem. O segundo, no Kadija, tem pouco mais de 30 anos, tendo sido criado no governo do ex-prefeito José Pedral Sampaio. Os dois já chegaram ao limite da capacidade. No da Saudade, o sepultamento só se dá se a família do morto a ser enterrado já tem cova no lugar (ou assim deveria ser, exceto por fatores fora da regra). No Kadija, com ajustes que a Prefeitura vem fazendo, novos espaços têm surgido para driblar a superlotação (há cerca de 23 mil corpos enterrados), registrada há mais de dois anos.

Conquista tem ainda dois cemitérios privados, destinados a quem tem planos funerários ou para quem pode comprar um espaço quando morre alguém na família. Mas, milhares de famílias não podem pagar e precisam dos cemitérios públicos. Estando os dois da sede cheios e com pouquíssimo espaço para novos sepultamentos, é urgente pensar em construir outro. E isso já foi prometido pela administração municipal, segundo José Marques da Silva, coordenador de Serviços Básicos da Secretaria de Serviços Públicos, no site oficial da Prefeitura. Seriam duas propostas: a construção de gavetas verticais no próprio Kadija e de outro cemitério, horizontal, em área a ser definida.

“O prefeito já veio aqui com os secretários de Infraestrutura e de Serviços Públicos e solicitou que fosse feito um projeto de um cemitério vertical, que é o chamado de gavetas. Esse projeto já está pronto, está em fase orçamentária”, afirmou o coordenador. Além disso, ele disse que o prefeito Herzem Gusmão também mandou identificar um terreno para a construção de um novo cemitério, tarefa que também já estaria em andamento pela equipe responsável.

Na tarde de ontem (11), uma comitiva de vereadores visitou o Cemitério do Kadija para verificar quais as ações que a Prefeitura tem desenvolvido para lidar com a superlotação do equipamento. Aos parlamentares, Marques explicou que , inicialmente, estão sendo utilizando espaços que já eram pré-dispostos para ampliação de sepulturas, que ficam entre uma quadra e outra. Ele destacou que esses espaços não são as ruas de trânsito do cemitério, pois essas não serão alteradas: “Todos os locais que têm acesso para os carros das funerárias e os veículos para tirar entulho de dentro do cemitério serão preservados”.

“A gente veio observar que falaram que estavam enterrando na rua, e realmente não está. É uma rua dentro do cemitério, que, segundo o coordenador, já estava na previsão de abrir essas covas”, relata o vereador Valdemir Dias (PT). “O que a gente observa é que tem que ter o investimento imediato da Prefeitura, no sentido da ampliação aqui, da verticalização do cemitério, bem como, paralelo a isso, outro terreno para que se possa ter um novo cemitério público”, comentou o vereador petista.

“Pelo que presenciei aqui, já estive aqui outras vezes, não é a primeira vez, o projeto em si é muito bom”, comenta o vereador Jorge Bezerra (SD). “Falar que está enterrando o povo do lado de fora, é uma inverdade, é uma mentira. O que eu presenciei hoje aqui é uma coisa maravilhosa, fantástico esse projeto”, completa.

Com as obras que estão sendo executadas, será possível criar de 200 a 300 novas sepulturas. Em paralelo a isso, têm sido feitas exumações para o ossário, construído em 2016. O Cemitério do Kadija registra uma média de 50 sepultamentos por mês, e apenas 20 exumações, o que agrava o problema da superlotação.  O ossário do Kadija ainda tem 50% de sua capacidade disponível.

“Existe uma lei que diz que, a partir de 48 meses, já pode ser exumado. Porém, a Prefeitura tem a sensibilidade, para não atingir as famílias no emocional, de solicitar que as pessoas venham e deem autorização para fazerem a exumação”, explica o coordenador José Marques. “Várias famílias têm nos procurado e, depois que conhecem o ossário, veem que é algo bem organizado e bem higiênico, elas autorizam”, conta.

Para os vereadores, é preciso conscientizar a população de que se trata de um local adequado para receber os restos mortais dos entes queridos. “Fazer uma campanha com os familiares, para que eles possam autorizar para tirar dali e para sobrar espaço, e ir para o ossário, que já está aqui pronto e tem espaço”, diz Valdemir.

Participaram da visita os vereadores Coriolano Moraes (PT), Valdemir Dias, Márcia Viviane Sampaio (PT), Jorge Bezerra e Nildma Ribeiro (PCdoB).

 

 

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