Hospitalizado desde o dia 18 de dezembro, há 85 dias, as hipóteses e boatos sobre o que estaria prendendo o prefeito Herzem Gusmão (MDB), de 72 anos, no Hospital Sírio-Libanês, para onde foi transferido às pressas, por UTI aérea, no dia 26 de dezembro, são variados: de câncer de garganta a câncer de pulmão, passando por enfisema, entre outras doenças, a depender da fonte do boato. Ontem, a boataria atingiu o ápice, com a falsa informação de que Herzem havia falecido.
Para chegar mais perto da verdade, o BLOG vem conversando com pessoas ligadas ao prefeito, há várias dias, e o mal que acomete Herzem passou a ter um nome: fibrose pulmonar. O cigarro é uma das principais causas da doença, que é rara, grave, crônica e progressiva e Herzem fumou por mais de 30 anos.
Entre as fontes que ouvimos, várias confirmaram e quem não confirmou diretamente não negou, apenas pediu que fôssemos cuidadosos na abordagem do assunto.
O BLOG optou por não publicar matéria do que ouviu durante toda a semana, no entanto diante da confirmação da gravidade de estado de saúde de Herzem e de que ele foi intubado, segundo postagem em suas redes sociais nesta sexta-feira (12), tendo, inclusive, seus filhos embarcado para a capital paulista, o sentimento jornalístico se sobrepõe ao silêncio prometido e, chocado e pesaroso, cumpro o papel profissional, desejando que o prefeito de Vitória da Conquista reaja bem aos tratamentos.
Uma das declarações (todas mantidas em reserva por pedido das fontes), além de reafirmar que a fibrose pulmonar, que, no caso de Herzem Gusmão, teria sido potencializada pelo novo coronavírus, é um doença sem cura, ressalvou que tem tratamento. No entanto, a fonte disse que, na lamentável hipótese de ser mesmo esse o problema do prefeito de Vitória da Conquista, pelo logo período que Herzem foi fumante e pela idade dele, um transplante de pulmão poderá ser aventado, caso a fibrose pulmonar progrida rápido.
Para saber mais sobre a doença, falamos com médicos e pesquisamos na internet e, infelizmente, não se trata de mera sequela da Covid-19.
A FIBROSE PULMONAR
Segundo artigo no site do Hospital Sírio-Libanês, fibrose pulmonar é a substituição do tecido pulmonar normal por um tecido cicatricial. É causada, na maioria das vezes, pelas doenças intersticiais pulmonares (DIP) e caracterizada por ser crônica de evolução lenta, tendo dois sintomas principais: falta de ar progressiva e tosse seca.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a fibrose pulmonar é uma doença crônica não infecciosa, de causa desconhecida e limitada aos pulmões, em que vai ocorrendo substituição do pulmão normal por fibrose (cicatrizes), prejudicando a sua capacidade para realização das trocas gasosas (oxigenação do sangue).
Pode haver períodos agudos de piora importante dos sintomas, relacionados à própria doença, que podem surgir até mesmo nos primeiros meses após o diagnóstico. Esses períodos são chamados de exacerbações agudas. Com o tempo, pode haver necessidade de suplementação de oxigênio. A maioria dos indivíduos atingidos apresenta idade superior a 60 anos e a maior parte é do sexo masculino, fumante ou ex-fumante. Até o momento, não existe nenhum tratamento capaz de curar a fibrose pulmonar idiopática, afirma material informativo no site da SBPT.
Fatores de risco; tabagismo; história familiar positiva; exposição a pedra, metal, madeira e poeira orgânica; doença do refluxo gastroesofágico.
TRATAMENTO
Com o objetivo evitar que a doença avance e minimizar os incômodos, o tratamento da fibrose pulmonar pode ser feito por medicamentos, segundo publicação no site da Clínica de Doenças Respiratórias Avançadas (CDRA), de São Paulo, com destaque para corticoides, antifibróticos, imunossupressores, remédios para tratar refluxo gastroesofágico e anti-oxidantes em casos selecionados.
Também a suplementação de oxigênio, chamada de oxigenioterapia, a reabilitação respiratória, como tratamento complementar para ajudar o paciente aprende a manter a calma e restabelecer a respiração nos momentos em que ocorrem as crises de falta de ar e, em caso extremo, o transplante de pulmão, para casos em que o órgão esteja comprometido a ponto de nenhuma das demais terapias surtirem mais efeito.
ERRAMOS: No título da matéria estava escrito que o prefeito Herzem Gusmão teria “fibromose” pulmonar, quando o nome é fibrose pulmonar. Não existe fibromose pulmonar. A correção já foi feita.



