Nível da barragem está em 79%, mas em alguns pontos de Conquista falam em falta de água. Embasa esclarece
Em um prédio da Rua Airton Senna, bairro Alto Maron, entre as avenidas Rosa Cruz e José de Oliveira Lima, uma moradora conversa com alguém da casa sobre a água armazenada disponível. Diz que ficou sabendo que faltou em um certo momento da semana e orienta a outra pessoa que fique atenta para não serem apanhadas de surpresa e ficarem sem água.
Diálogo semelhante o BLOG testemunhou em um restaurante da Zona Oeste da cidade. Proprietário e cliente também falaram do medo de ficarem sem água, pois, segundo um deles, a Embasa já estaria praticando ‘manobras’, com distribuição diferenciada para alguns bairros.
Entramos em contato com a assessoria de imprensa do Escritório Regional da Embasa em busca de informações que esclareçam as dúvidas que começam a surgir, diante da alta temperatura registrada em Vitória da Conquista, com recordes históricos de calor.
De acordo com a empresa, a barragem de Água Fria 2 está com 79% de sua capacidade de armazenamento e os sistemas Catolé e Gaviãozinho estão operando normalmente e não há razão para qualquer tipo de racionamento ou manobra de controle da distribuição de água.
Em alguns pontos do município, entretanto, a Embasa explica que pode acontecer pode ocorrer interrupção para manutenção (emergencial para correção de vazamento ou programada para serviços em equipamentos). Além disso, devido ao aumento considerável do consumo por causa do calor, pode acontecer um natural desequilíbrio no abastecimento, sem que isso signifique uma alteração deliberada na distribuição de água. Por exemplo, neste final de semana houve interrupção na Vila Serrana, Senhorinha Cairo, Alto Maron, Nossa Senhora Aparecida e nas Urbis 2 e 3.
Para saber se a distribuição está regular, a Embasa conta com macromedidores que medem o volume de água na rede que atende os setores, que contemplam vários bairros. Há 10 anos eram distribuídos 50 milhões de litros de água para a cidade de Vitória da Conquista e, ultimamente, o sistema de abastecimento passou para 60 milhões. Esse aumento se deu, segundo a Embasa, por conta do crescimento da cidade e da população, agravado pelas altas temperaturas neste período. Antes, situações como essa só eram registradas durante o verão.
Ainda de acordo com a assessoria da empresa, tudo se resume à lei de oferta e demanda. “O volume é ofertado atende plenamente a demanda da cidade, mas as altas temperaturas provocam o aumento temporário do consumo. Quanto mais se consome, mais será necessário produzir água tratada para distribuição”, explica a assessoria.
Por fim, a Embasa esclarece que a capacidade de produção de água tratada na cidade é superior aos 60 milhões de litros de água distribuídos atualmente. Em novembro de 2022, a média de distribuição foi de 54 milhões de litros e este ano chega a 62 milhões. “Ainda existe uma folga para distribuição. Mas o correto é pisar o pé no freio mesmo e reduzir o consumo”, informa a empresa.


