Prefeitura muda local de atendimento da USF do Nova Cidade. Imóvel apresenta problemas estruturais e será reformado
Construída em 2015, na gestão anterior à do ex-prefeito Herzem Gusmão, com problemas estruturais reconhecidos pela própria empresa que fez a obra, a Unidade de Saúde da Família (USF) do Loteamento Nova Cidade terá seu atendimento transferido para outras unidades na região de sua localização. Nesta terça-feira (19) e amanhã (20), segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os pacientes serão atendidos na Unidade de Saúde Panorama para receber a assistência necessária.
A partir de quinta-feira (21), os pacientes serão atendidos, temporariamente, na Creche Pablo Pithon (situada ao lado da Unidade de Saúde). Em janeiro, o atendimento dos usuários será em uma unidade de campanha, onde a equipe de saúde estará instalada enquanto as obras de requalificação da USF Nova Cidade estiverem sendo realizadas.
“Não haverá prejuízos à população do Nova Cidade. A prefeita Sheila Lemos determinou que fosse encontrada uma solução rápida e eficiente para garantir a segurança da população e que não implique em prejuízos no que diz respeito ao atendimento dos moradores da região. Por isso fizemos um plano de contingência para administrar a situação sem maiores transtornos”, disse o secretário de Saúde, Vinícius Rodrigues.
Empresa é notificada desde 2018
A situação da unidade começou a apresentar problemas no final do ano de 2017 e logo que foram constatados, a empresa Engecalc Construções e Empreendimentos Ltda, responsável pela obra, foi diversas vezes notificada para realizar os devidos reparos no imóvel. Entre 2018 e 2020 foram três notificações. Em uma delas, a Engecalc alegou que tratava-se de uma obra concluída em junho de 2015, apresentando vícios de construção (infiltrações, dilatações e fissuras).
De acordo com nota da Prefeitura, a empresa construtora afirma em sua resposta que “devido à falta de execução, decorrentes da ausência em planilha orçamentária contratada, de serviços essenciais necessários para que se evitassem estas manifestações patológicas, tais como, impermeabilização em baldrames e em massa de revestimentos externos, vergas e contra-vergas e vãos de portas e janelas, juntas de dilatação, etc”. Ou seja, a própria empresa, contratada pela gestão municipal em 2015, reconheceu vícios que deveriam ter sido vistoriados e resolvidos, à época da construção da unidade.
Para determinar a origem e causa dos problemas estruturais do prédio, recentemente a Prefeitura contratou uma empresa de engenharia patológica, que apontou, no laudo técnico, que as anomalias estão associadas às fases do processo construtivo, pois os elementos estruturais, pilares e vigas não foram moldados com concreto e brita, e sim com argamassa. O laudo ratifica o relato da construtora sobre vícios de construção na obra, que também foi constatados pela Defesa Civil Municipal, que recomendou a interdição do imóvel este ano.


