Breve histórico dos vices em Conquista e da importância de prestar atenção nos candidatos, principalmente o de Sheila – Parte 3

Breve histórico dos vices em Conquista e da importância de prestar atenção nos candidatos, principalmente o de Sheila – Parte 3

Na parte anterior, chegamos aos tempos atuais, quando Sheila assume sem vice, após o falecimento do prefeito eleito, Herzem Gusmão. Aqui, abordo o momento em que a escolha dos nomes para compor as chapas majoritárias para a eleição de 6 de outubro é assunto nas rodas de conversa sobre política, nos gabinetes e na imprensa. Tendo trazido um breve histórico das relações entre os mandatários e seus eventuais substitutos eleitos na mesma chapa, chamo a atenção para a necessidade de acompanhar as escolhas e avaliar bem os nomes, principalmente aquele ou aquela que será apresentado pela prefeita.

Acompanhe, são 3 minutos de leitura. E se você não leu as partes anteriores, tem os links no final do artigo.

Dá para ver que o vice, às vezes, é um penduricalho eleitoral, que não terá papel algum se não o prefeito não tiver boa vontade ou se os desígnios divinos não alterarem os planos humanos. Isso quando ter vice não é um problema. Guilherme não deu espaço a um de seus vices, nos demais casos, a tranquilidade e o entendimento imperaram; Pedral não sentiu falta da dele; Zé Raimundo ganhou um presente quando foi vice; Herzem ganhou em Irma uma parceira; Sheila, não teria como contar um vice.

Mas, é no caso de Sheila que reside a razão desse artigo. Não há nenhuma dúvida, hoje, que Herzem tinha certeza da sua boa escolha. Tampouco, penso, nem ele nem ninguém pensava que Vitória da Conquista o perderia na tragédia da Covid. Fala-se que entre ele e a vice havia um acerto de ela assumir em abril de 2022, quando ele concorreria a algum cargo nas eleições gerais, poderia ser deputado estadual ou federal, cancha ele já havia adquirido. Mas, tudo se deu antes. Até onde se sabe, Sheila respeitou o legado de Herzem, deu continuidade ao seu projeto e deu relevância às ideias dele. Mas, e se não fosse ela?

Os pré-candidatos estão sendo pressionados a declinar os nomes que sonham ter como vice. Todos precisam, desesperadamente, de alguém que lhes acrescente se não votos ou recursos financeiros para a campanha, credibilidade, respeito e influência em algum nicho da sociedade, seja entre os religiosos, entre os empresários, esportistas, jovens, mulheres, ou até mesmo no campo ideológico, lulista, bolsonarista, centro isso, centro aquilo. O que vale é ganhar a eleição.

E nós, simples mortais, chamados de eleitores e de quatro em quatro anos lembrados, o que precisamos? No mínimo da certeza de que qualquer mudança de percurso de mandato ou no destino, o vice ou a vice seja de igual para melhor que a pessoa eleita para o cargo principal. E no caso de Sheila, uma atenção redobrada: se ela se eleger e sair para buscar um mandato parlamentar estadual ou federal – e dizem que ela pretende -, o vice dela, como ocorreu com Zé Raimundo, em 2002, ganha a Prefeitura, assume a cadeira principal da Praça Joaquim Correia, 55.

Alguns dos políticos que têm seus nomes comentados como prováveis candidatos a vice-prefeito da chapa da prefeita Sheila Lemos. Até agora não se falou em uma mulher.

E isso é relevante, concordam?

3 comentários sobre “Breve histórico dos vices em Conquista e da importância de prestar atenção nos candidatos, principalmente o de Sheila – Parte 3

  1. Realmente a figura do vice, nos cargos executivos, adquiriu uma relevância que antes não era tão percebida. Se não me engano, 8 vices assumiram a presidência (em definitivo) do Brasil ao longo da história. Esse fato já aponta para a importância que o cargo tem. Em nossa breve história, muito bem detalhada nas 3 partes, fica evidente que o vice não é apenas um papagaio de pirata. Hoje, mais do que nunca, ter boa relação com o candidato principal, representar um grupo político com densidade eleitoral e ter um mínimo de popularidade é essencial. Também, aqui uma opinião pessoal, deve ser alguém com o preparo para assumir, interina ou definitivamente o cargo.
    Sheila tem nomes interessantes, e o fato dela encabeçar a chapa, cumpre uma cota moral de participação feminina na majoritária, o que abre a possibilidade que o vice seja um homem.
    Do outro lado, Waldenor parece aguardar que um entendimento com o MDB aconteça e ele consiga convencer Lúcia Rocha a integrar sua chapa na posição de vice, o que lhe daria uma vantagem política indiscutível. Mas se não for Lúcia? Me parece, que eles ainda não tem um nome entre os partidos aliados para essa vaga.

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