Marcos Adriano fala de possível expulsão do Avante, e do recurso de Sheila no TSE: “Não haverá nova eleição”
Depois de surgir como pré-candidato a prefeito pelo PDT, perder o partido para o grupo político da prefeita e acabar saindo candidato pelo Avante, o advogado Marcos Adriano vê uma nova ameaça de expulsão bater na porta.
Na semana passada, uma nota identificada como da Comissão Municipal do Avante, avisa que Marcos Adriano e todos os filiados que migraram com ele do PDT serão expulsos. Marcos Adriano teve 6.512 votos para prefeito e o Avante elegeu um vereador, Natan da Carroceria.
Segundo a nota, o processo de expulsão seria motivado “por condutas antipartidárias e anticoletivas que vão de encontro aos princípios e diretrizes do Avante. Ao ex-candidato e seguidores a comissão provisória oferece a alternativa de “se retirarem voluntariamente dos quadros partidários (desde que não sejam suplentes diretos), dentro do prazo de uma semana”.
Pela expressão “desde que não sejam suplentes diretos” entenda-se: o vereador eleito Natan da Carroceria e os candidatos Esaú Almeida, João de Deus e Pitota Gás, que tiveram acima de 10% do quociente partidário de 8.607 votos.
O prazo acaba amanhã (15). Marcos Adriano afirma que não vai sair antes de posicionamento da executiva do Avante no estado, mas ressalva que havendo concordância da direção estadual sobre sua saída e dos demais filiados que entraram com ele, vai procurar outro partido.
O ex-candidato a prefeito destaca que não recebeu recursos do fundo eleitoral ou partidário. Na prestação de contas à Justiça Eleitoral, Marcos Adriano informou despesas no valor de R$ 106.452,88 e receita de R$ 107.662,98, sendo R$ 72.162,98 oriundos dele mesmo; R$ 30 mil do irmão, Ricardo Cardoso de Oliveira; e R$ 3.500,00 de Pablo Júnior Fernandes Baleeiro, seu sócio na empresa Mac Assessoria Contábil.
Você não foi notificado ou procurado sobre o processo de expulsão?
Eu não fui notificado ainda até o momento.
– Mas, acha que pode acontecer sem qualquer contato com você?
O processo de expulsão é ato complexo, não tem como fazê-lo sem uma notificação formal;
– Você reagirá?
Eu não tenho porque reagir, tenho a consciência tranquila que elevamos o nome do Avante e que fomos grandes mesmo sem recurso algum. Quem decide isso é a [direção] estadual e não comissão provisória. Se a estadual estiver de acordo, vamos procurar outra agremiação; caso contrário ela irá se posicionar.
E como ficaria a sua situação na hipótese de uma nova eleição?
Não terá nova eleição, ou Sheila reverte e será a prefeita ou não reverte e Waldenor toma posse*.

* A votação no dia 6 de outubro ficou assim:
Sheila Lemos: 116.488 votos – 58,83%. Os votos de Sheila foram anulados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e agora a eleição depende de julgamento de recurso no TSE.
Waldenor: 52.947 votos – 26,74%
Lúcia Rocha: 22.052 votos – 11,14%
Dr. Marcos Adriano: 6.512 – 3,29%


Este meu comentário, é despido de qualquer conotação política partidária, e entendo que ele é muito bem preparado, além do mais, eu gostaria de ver, e uso aqui uma estrofe de uma famosa canção do Riachão, que diz cada macaco no seu galho, e o faço pois não acredito maioria dos partidos políticos do País, ou melhor de todos, que deveriam trabalhar em prol das cidades, e seguir a fidelidade partidária.