Mais sobre eleições | Vereadores com mais mandatos; quem tirou fino e quem entrou raspando; e a menor renovação da história
Na eleição deste ano, quatro dos 21 vereadores de Vitória da Conquista não conseguiram se reeleger: Chico Estrela (PDT), Augusto Cândido (MDB), Nildo Freitas (União) e Valdemir Oliveira (PT), a vereadora Lúcia Rocha desistiu da reeleição para se candidatar a prefeita, e Delegado Marcus Vinicius (Podemos) – que já havia anunciado que não disputaria a eleição de vereador -, tornou-se candidato a vice na chapa de Lúcia.
Considerando os parlamentares que não conseguiram se eleger de novo, é a menor taxa de renovação de toda a história da Câmara conquistense: 28,57%. E mesmo considerando os que desistiram para tentar outro cargo, o percentual ainda é o menor em 20 anos: 34,78%.
RENOVAÇÃO HISTÓRICA


Com a saída de Lúcia da disputa e a reeleição de Hermínio Oliveira (PP), o atual presidente da Câmara empata com ela em número de eleições e, em 2025, vai para o seu oitavo mandato. Hermínio foi o 19º mais votado, antes havia sido o 14º, mas a votação dele aumentou 37,8%. A exemplo dele, todos os eleitos que já haviam disputado alguma eleição para vereador cresceram suas votações.

O que teve maior crescimento foi Dinho dos Campinhos (Republicanos), que aumentou 109,20%, saindo de 1.486 votos em 2020 para 3.109 agora. Entre os estreantes, Paulinho Oliveira (PSDB), irmão de Hermínio, com quem ele não se dá, saiu de 1.280 para 2.550 votos, crescimento de 99,2%, e Ricardo Gordo (PSB), votado por 2.341 conquistenses este ano, 83,70% a mais que na eleição anterior, quando ele ficou com 1.274 votos.
Na rabeira do crescimento, estão Edjaime Rosa Bibia (União), que só cresceu 1%, e Edivaldo Ferreira Júnior (PSDB), que subiu 1,99%. Em 2020, Bibia teve 2.094 votos, no dia 6 deste mês contou 2.115, somente 21 votos a mais. Edivaldo Júnior teve 1.804 votos na última eleição e agora 1.840. Foi o que entrou raspando. Nos últimos minutos da apuração, ele passou Lucas Batista (Cidadania , que concorreu em federação com os tucanos) por 13 votos. Já Bibia teve um pouco mais de folga, o candidato do União Brasil que veio depois dele, Alisson da Educação, chegou a 1.854 votos, 261 a menos que o veterano que vai ao quarto mandato.

Quem tirou fino foi Lucas Batista, o único do partido dele a passar de mil votos, com 1.827. Os outros seis candidatos somaram 1.527. Alisson da Educação também chegou bem perto, mas seu partido teria que conseguir cerca de mil votos a mais, para ele entrar com a votação que conseguiu na estreia.
FOTO DESTAQUE: César Marques/GOVBA



Ao jornalista,
Parabéns pelo conteúdo! Gostaria de fazer apenas uma observação: nesse crescimento de votação, temos que levar em consideração que, neste pleito, tivemos 30 mil eleitores a mais e 70 candidatos a menos. Em percentuais absolutos, o crescimento da maioria não foi tão expressivo assim!