Custo por voto dos candidatos a vereador eleitos em Vitória da Conquista variou de R$ 1,89 a R$ 29,83. Entenda
Quanto um vereador de Vitória da Conquista vai ganhar em 2025 a maioria dos leitores já sabe: R$ 18.742,91, além de ajuda de custo para manutenção de atividades que pode chegar a R$ 1 mil (sem incluir averba de gabinete de R$ 50 mil). Mas sabe quanto custa uma eleição? Sobre isso há versões para toda fé e qualquer um pode ter uma ideia diferente do valor. Para efeito legal, contudo, o que vale é o que foi informado à Justiça Eleitoral.
Vamos destrinchar, aqui, os números para você. Mas, se quiser confirmar, pode acessar o site do TSE na área de divulgação de candidaturas, selecionar Vitória da Conquista, depois o Cargo e então Pesquisar.
O BLOG só vai considerar as despesas que tiveram efetivo desembolso, pagas com dinheiro, não considerando aquelas pagas com recursos estimáveis, que são resultado de ‘encontros de contas’, relacionados, por exemplo, ao uso de carro ou imóvel do candidato ou emprestado, e serviços prestados em que o profissional não cobra diretamente, mas que precisa ser lançado como doação e ter a respectiva despesa.

Quem gastou mais, oficialmente, para se eleger à Câmara Municipal de Vitória da Conquista, foi Léia de Quinho, nome da urna de Dirleia Santos Meira, esposa do prefeito de Belo Campo, José Henrique Tigre, e candidata mais votada do PSD. Para ser a mais votada e a primeira mulher do partido eleita, Léia gastou pouco mais de R$ 92,5 mil. O outro vereador eleito pelo PSD, Márcio de Vivi, gastou R$ 15,9 mil.

Mas, se teve a maior despesa total, Léia não teve o voto mais caro entre os eleitos. Para cada voto conseguido, ela gastou R$ 21,66 e ficou em quinto lugar da lista. Com 2.834 votos recebidos, foi Viviane Sampaio (PT) quem teve a maior despesa por voto: R$ 29,83. Reeleita pela segunda vez, Viviane gastou, de acordo com sua prestação de contas à Justiça Eleitoral, R$ 84.558,00. Foi o terceiro maior gasto.
Antes de Viviane, Diogo Azevedo (União), outro estreante e recordista de votos na história das eleições para a Câmara de Vitória da Conquista, gastou R$ 88.020,00 para alcançar seus 6.017 votos. Por cada um, o custo foi de R$ 14,63, colocando-o na 10ª da lista.
Depois de Viviane quem mais gastou por voto foi Hermínio Oliveira (PP). Foram R$ 23,35 por cada, resultando em um gasto total de R$ 53.711,50 para ter os 2.300 que lhe garantiram o oitavo mandato, igualando o recorde de eleições de Lúcia Rocha (MDB), que este ano desistiu da Câmara para se candidatar a prefeita.
Com o terceiro maior custo por voto, Fernando Jacaré (PT) gastou R$ 82.739,00 para ter 3.603 votos, o que dá R$ 22,96. Ele foi o segundo mais votado do PT e vai para o sexto mandato. Alexandre Xandó, o mais votado do partido, com 3.729 votos, gastou R$ 21,84 por voto e teve R$ 81.433,88 de despesas
Edivaldo Júnior (PSDB) teve o sexto maior gasto por voto, R$ 21,66. Ele gastou R$ 37 mil para obter 1.840 votos. É a primeira eleição dele, nas duas anteriores ficou na suplência. Na primeira, assumiu enquanto o vereador Gilmar Ferraz ocupou cargo de secretário municipal e na segunda após a cassação do mandato de Orlando Filho, por fraude de cota de gênero.
Adinilson Pereira (União) abre a lista dos vereadores que gastaram menos de R$ 20,00 por voto. Gastou R$ 58.077,00 no total, para 3.305 votos, equivalente a R$ 17,57 cada. Em seguida, aparece Andreson Ribeiro (PCdoB), com um custo por eleitor de R$ 16,07. Ele gastou R$ 54.953,04 e teve 3.419 votos.
Outro eleito pelo PCdoB, Ricardo Babão gastou R$ 43.630,00 para 2.902 votos, o que dá um custo individualizado de R$ 15,03. Bibia, o último dos eleitos do União Brasil, com 2.115 votos, gastou R$ 29.228,00 na eleição ou R$ 13,82 por voto. Já Dinho dos Campinhos (Republicanos), com R$ 40.400,37 no total, gastou R$ 12,99 por cada um dos 3.109 votos que ele recebeu.
Quase na mesma faixa de gasto por eleitor feito por Luciano Gomes (PCdoB), que teve despesas gerais de R$ 46.475,33 para chegar a 3.769 votos, custo de R$ 12,33 por eleitor. Do PL, Ivan Cordeiro, nono mais votado, com 3.113 votos, teve um gasto por eleitor de R$ 11,83. No total ele teve despesas de R$ 36.848,00. Luís Carlos Dudé, reeleito para o terceiro mandato, gastou R$ 35.740,00 na campanha, o que equivale a R$ 10,70 por cada um dos seus 3.339 votos.
Oito vereadores gastaram menos de R$ 10,00 por eleitor, segundo informaram à Justiça Eleitoral. Paulinho Oliveira (PSDB), teve 2.550 votos e gasto total de R$ 24.450,00, o que dá R$ 9,50 por voto. Também do PSDB, Nelson de Vivi teve um custo por eleitor de R$ 9,35. Ele gastou R$ 18.000,00 para 1.925 votos.
Ainda mais econômica foi a campanha do irmão dele, Márcio de Vivi, eleito pelo PSD com 2.403 votos. Tendo gasto R$ 15.946,59 na campanha, o custo por eleitor foi de R$ 6,63. Logo depois de Márcio de Vivi, Cris de Lúcia Rocha (MDB) teve um gasto de R$ 6,50 por cada um dos 2.963 votos, considerando as despesas de R$ 19.276,50 apresentadas à Justiça Eleitoral.
E teve quem tivesse um custo por eleitor abaixo de R$ 5,00. O Subtenente Muniz (PDT) abre o pelotão, com gasto de R$ 3,54 por voto. No geral, ele gastou R$ 8.700,00 para 2.458 votos. Mas Ricardo Gordo (PSB) gastou menos ainda: apenas R$ 7.342,82 no geral e R$ 3,13 para cada um dos 2.341 votos que teve.
Natan da Carroceria foi o último entre os eleitos, com 1.505 votos. Como ele informou à Justiça Eleitoral despesas gerais de R$ 3.200,00, o seu custo por eleitor foi de R$2,12.

Mas, quem menos gastou por voto foi Doutora Lara Fernandes, do Republicanos. Estreante, ela teve 2.418 votos e despesas de R$ 4.585,90, para um custo por eleitor de R$1,89. Juntos, os quatro candidatos que tiveram os menores gastos na eleição somaram R$ 23.828,72 em despesas, para 8.722 votos, a um custo de R$ 2,73.
Se o leitor pensa em ser vereador, já pode fazer as contas.
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