Radar de volta | Quase dois anos depois, Vitória da Conquista passará a ter nova fiscalização eletrônica do trânsito
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Os condutores apressadinhos, os acostumados a fazer ultrapassagem em quebra-molas e os que estacionam onde querem, entre outros abusos no trânsito, vão perder a folga. A partir de janeiro, a Prefeitura de Vitória da Conquista voltará a fazer fiscalização eletrônica nas principais ruas e avenidas da cidade. No lugar dos ultrapassados radares, entrará em funcionamento a já famosa ‘muralha digital’, que vê muito mais e oferece outras funcionalidades além de flagrar infrações de trânsito e gerar multas para os infratores.
Segundo a Prefeitura, o sistema já está em fase experimental e já poderá começar a operar plenamente no começo de janeiro. A ‘muralha digital’ foi implantada e está sendo operada pela Atlanta Tecnologia da Informação, empresa cearense que teve contrato assinado no dia 1º de dezembro do ano passado, no valor de R$ 5.596.113,40 por ano.
Os antigos radares foram desligados no final de março do ano passado, quando a administração municipal decidiu romper o contrato com a empresa conquistense Tivic Tecnologia, que operava o serviço. De lá para cá, já são mais de 21 meses. Com câmeras e sensores instalados desde maio, o sistema já estaria pronto para funcionar este ano, mas as circunstâncias eleitorais provocaram o seu adiamento.
Além da função de inibir os condutores que costumam trafegar em alta velocidade e registrar as infrações que gerarão as multas de trânsito, a ‘muralha digital’ é apresentada como uma ferramenta de vigilância da cidade. É possível, por exemplo, identificar a placa de um carro em fuga ou que entrou na cidade ou fazer o reconhecimento facial do condutor, auxiliando em eventuais investigações policiais. A operação e a coleta de informações será feito por um centro integrado de comando e controle, em conjunto com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).
A administração municipal assegura que as informações coletadas por esse sistema são compartilhadas com as forças de segurança pública, o que fortalece a capacidade de resposta a eventos críticos e permite a implementação de estratégias mais eficazes de policiamento e gerenciamento de tráfego, ajudando a detectar e responder a incidentes de segurança em tempo real, a partir da integração de serviços essenciais, incluindo a Guarda Municipal, Sistema Municipal de Trânsito (Simtrans), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e Defesa Civil.
Do ponto de vista do Município, a entrada em operação da nova fiscalização eletrônica do trânsito vai ajudar a trazer de volta uma receita que foi drasticamente reduzida neste ano: a arrecadação por multa de trânsito. Em 2023, esta foi uma das principais receitas da Prefeitura, com a arrecadação de R$ 9.083.551,69, equivalente a 86,62% do previsto. Para este ano, a previsão era de arrecadar R$ 12.573.368,94, mas só alcançou R$ 6.029,277,77 até novembro, 47,95% da meta e 33,6% menos que em 2023.

Enquanto o sistema aguardava para entrar em funcionamento a empresa Atlanta não recebeu pagamentos, que começaram o mês passado, em razão da operação experimental. A Prefeitura pagou R$ 597.462,55.



