Com queda de avião em São Paulo, já são 10 mortes em 21 acidentes aéreos em 2025 no Brasil; o ano passado foi o mais letal
A queda de um avião bimotor de pequeno porte na Avenida Marques de São Vicente centro de São Paulo (SP), por volta das 7h25 desta sexta-feira (7), é o 21º acidente aéreo registrado Brasil este ano. Duas pessoas que estavam na aeronave morreram e pelo menos sete ficaram feridas no entorno. Na queda, o avião atingiu um ônibus.
Os ocupantes do bimotor, um King Air F90, eram o advogado gaúcho Márcio Louzada Carpena, de dono da aeronave, e o piloto paulista Gustavo Medeiros, piloto há mais de 10 anos. Os corpos dos dois foram encontrados carbonizados.

O avião, decolou às 7h17 do Campo de Marte, na capital paulista, com destino a Porto Alegre (RS). Minutos após, a torre de controle perdeu o contato com a aeronave. Na queda, a aeronave explodiu. Testemunhas dizem o King Air de prefixo PS-FEM tentou fazer um pouso de emergência na via, tendo se arrastado por segundos no solo até bater na traseira do ônibus e explodir.



Seripa investiga
A investigação sobre as causas do acidente ficarão a cargo do 4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), de acordo com informe da Força Aérea Brasileira (FAB).
Segundo relatório do Cenipa anteriormente à queda do bimotor de hoje, 2025 já havia registrado 20 acidentes de avião no país, sendo cinco com ocorrências fatais e oito mortos, envolvendo três aviões e dois helicópteros.
Dos acidentes com vítimas fatais, duas aeronaves faziam operações de voos privados com passageiros e três eram aeronaves em serviços agrícolas. Foram três desastres no estado de São Paulo, um Minas Gerais e outro em Mato Grosso.
Com o de hoje o número de mortos em acidentes aéreos sobre para 10 em 2025.

ACIDENTES AÉRES NO BRASIL EM 2025, ANTES DO DE HOJE

2024, O ANO MAIS LETAL
No ano passado, o Brasil teve 175 acidentes aéreos, segundo o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer,), órgão do Cenipa. Os acidentes com fatalidades foram 44, somando 163 mortes no total, sendo que o desastre com o avião da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP), em agosto foi o mais letal: 62 pessoas morreram, 58 passageiros e dos quatro tripulantes.

O avião, um ATR 72-500, saiu de Cascavel, no Paraná, e ia para Guarulhos (SP), quando encontrou formação de gelo, houve a perda de controle da aeronave seguida do impacto contra o solo.
O outro acidente de maior repercussão foi a queda de um avião particular em Gramado, na Serra Gaúcha, no dia 22 e dezembro e matou 10 pessoas da mesma família. A aeronave, um Piper PA-42-1000 Cheyenne 400, saiu do Aeroclube de Canela, município a Gramado, com destino a Jundiaí (SP),
Chovia muito e havia neblina quando aconteceu o acidente. O avião bateu em uma chaminé, em um segundo pavimento de uma casa e caiu sobre uma loja de móveis, deixando 17 pessoas feridas no entorno.
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Os dados são do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), operado pelo Cenipa Centro de Investigação e (Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira…
O acidente com o avião da Voepass em Vinhedo, no interior de São Paulo, no qual 62 pessoas morreram em agosto do ano passado, e a queda da aeronave em Gramado, na Serra Gaúcha, que matou 10 pessoas em dezembro, foram dois dos acidentes aéreos de maior repercussão em 2024. Esses casos tornaram o ano o mais letal da aviação nacional em uma década


