Alerta | Com 55% da capacidade, barragem de Água Fria II chega ao seu nível mais baixo desde o racionamento de 2016-2017

Alerta | Com 55% da capacidade, barragem de Água Fria II chega ao seu nível mais baixo desde o racionamento de 2016-2017

A expectativa de chuva para a próxima semana representa a esperança de impedir que o abastecimento de água em Vitória da Conquista e Belo Campo chegue a uma situação crítica. A barragem de Água Fria II, que abastece os três municípios está com apenas 55% de sua capacidade e a Embasa está contando com o suporte dos sistemas Catolé e Gaviãozinho, que levam água diretamente para o Sistema Integrado de Abastecimento de Água.

Segundo a assessoria de imprensa do escritório regional da empresa, os dois sistemas adutores estão operando normalmente, contribuindo com cerca de 70% do volume de água ofertado, que equivale a 62 milhões de litros por dia. Desta forma, dá para economizar o que está armazenado das duas barragens. Por isso a Embasa considera que a situação está normal.

O sistema de armazenamento da água que abastece a população de Vitória da Conquista é composto de duas barragens, sendo que Água Fria I, que é bem pequena, com capacidade de 175 mil m³, é considerada a reserva, e só entra em ação emergencialmente, quando precisa repassar água para a principal, cuja capacidade é de 6.400.000 m³ (6,4 bilhões de litros).

De acordo com a Embasa, Água Fria I está com 57% da sua capacidade e Água Fria II com 55%. Estes são os níveis mais baixos desde o racionamento que se estendeu de maio de 2016 a setembro de 2017.

Transformando os percentuais em números absolutos, Água Fria I tem cerca de 99.750.000 litros de água armazenados e Água Fria II tem 3.420.000.000 litros, total de 3.970.750.000. Sem intenção de assustar, se não chover suficiente em cerca de dois meses, a situação poderá ficar crítica.

A conta, que a Embasa diz que não deve ser considerada, mas é uma hipótese que só a natureza pode corrigir, é de que os quase quatro bilhões de litros de água armazenados dariam para 64 dias, se não fossem os sistemas adutores do Gaviãozinho e Catolé ofertando a maior parte da água distribuída. Contudo, os dois pequenos rios também dependem da chuva e o manancial registra baixa.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, a população pode ficar tranquila, pois a situação está dentro da normalidade, aguardando a chegada do período chuvoso na região de Barra do Choça para recuperar os níveis da barragem. A tendência, diz a empresa, é o consumo diário de 62 milhões de litros/dia diminuir, uma vez que estamos chegando ao período de temperaturas menores, que implica na redução do consumo.

Para a Embasa, de maneira alguma se pode afirmar que as reservas dariam apenas cerca de três meses se não chover, pois existem outros fatores. O volume captado na barragem depende do comportamento dos mananciais (Água Fria, Monos, Catolé e Gaviãozinho).

Por exemplo, hoje (11) choveu em Barra do Choça (ainda não se sabe o volume) e a água deve percorrer a bacia e vai cair nos rios. Mas, também pode ser que não caia e que a evaporação seja um fator que atrapalhe as expectativas positivas da Embasa e da população.

Enquanto isso, a barragem do Catolé, que começou a ser construída em maio de 2019, com conclusão prevista para fevereiro de 2022, ainda está em cerca de 30%, depois de atrasos e paralisações.

FOTOS REPRODUZIDAS DO BLOG DO ANDERSON

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