Mapeamento da PRF identifica 44 locais vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes em Vitória da Conquista
No percurso da BR-116 dentro do município de Vitória da Conquista foram identificados pela 10ª edição do Projeto Mapear, da Policia Rodoviária Federal (PRF), 44 pontos de vulnerabilidade à exploração sexual de crianças e adolescentes. São locais como postos de combustível, restaurantes, bares e hospedarias localizadas ao longo da rodovia, mapeados pelos policiais rodoviários federais.
A partir do momento em que o local é identificado, o policial faz o registro no mapa e atribui uma classificação, que pode ser nos níveis baixo risco, médio risco, alto risco e crítico. No biênio 2023/2024 foram cadastrados 17.687 pontos de vulnerabilidade em todo o país, um aumento de 83,2% comparado com a edição anterior.
Na Bahia foram classificados 964 pontos, nas 19 rodovias federais que cortam o estado, sendo 202 pontos na BR-116, sendo 44 no município de Vitória da Conquista, dos quais 23 são postos de combustíveis, 12 são lugares de alimentação (restaurantes, lanchonetes etc.), três são bares; duas hospedarias; uma residência; um comércio informal; um comércio formal e um prostíbulo
Destes, 4,5% foram considerando críticos (dois pontos); 31,8% como sendo de risco alto (14 pontos); 50% de risco médio (22 pontos) e 13,6% de risco baixo (seis pontos).
Em relação ao levantamento anterior, do biênio 2021/2022, houve um aumento de 238,4% na quantidade de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes no trecho conquistense da BR-116 (Rio-Bahia). Eram 13, passaram para 44. Não havia pontos considerados críticos, agora são dois; de risco alto passou de dois para 14; de risco médio de oito para 22; e de risco baixo de três para seis pontos.
Entre as cidades da Bahia que foram mapeadas, Vitória da Conquista ocupa a terceira posição, abaixo de Correntina (91 pontos) e Barreiras (60), logo abaixo, aparece Feira de Santana, com 43 pontos.
O Projeto Mapear foi lançado pela PRF em 2003. Na décima edição, o trabalho teve a participação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e da Childhood Brasil, organização não governamental que atua na proteção dos direitos de crianças e adolescentes.
As informações reunidas na cartilha do Projeto Mapear são usadas pela PRF, instituições públicas e organizações da sociedade civil para estabelecer as políticas de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes.

PARA VER MAIS DETALHES, CLIQUE AQUI


