‘Rio-Bahia pode ter um viaduto ainda este ano’. Uma parte da história dos projetos visando mais segurança no trecho conquistense da BR-116
Ponto de indefinição para a aprovação do projeto Rio-Bahia, o viaduto interligando as avenidas Régis Pacheco e Brumado – que terá um custo de Cz$ 450 milhões – pode ter a sua construção autorizada pelo ministro da Habitação e Urbanismo, Prisco Viana, que, por duas vezes já se manifestou publicamente favorável à alocação dos recursos para esta obra, tão necessária quanto a transformação da BR-116 em avenida.
No cruzamento da Rio-Bahia entre as duas avenidas registra-se diariamente um fluxo de 20 mil veículos, sendo comuns os problemas de engarrafamentos nos horários de “rush”, de acordo com o prefeito Hélio Ribeiro, que acredita na aprovação integral do projeto.
O viaduto representa um acréscimo de quase 50% ao custo da obra que, sem ele, ficaria em Cz$ 750 milhões, e vai resolver o problema de trânsito na travessia da rodovia federal que atravessa a cidade em um trecho de quase seis quilômetros.
Dois técnicos da Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU), os engenheiros Jorge Netto e Flávio Augusto Gomes, juntamente com um dos diretores da ESPA, empresa de consultoria responsável pelo projeto, Donato Pierini, estiveram em Conquista no final de maio inspecionando o trecho de um quilômetro já concluído pela Emurc.
Depois durante a reunião com o prefeito Hélio Ribeiro, o presidente da Emurc, Sílvio Bu lhões, e o secretário de Obras e Urbanismo, Alexandre Sampaio, foi confirmada a viabilidade técnica da “trincheira”.
Flávio Augusto Gomes, da EBTU, referiu-se ao convênio entre o Ministério dos Transportes e o MDU, que abre uma perspectiva de um trabalho cooperado junto às prefeituras, na área de transporte urbano, admitindo a viabilidade técnica da “trincheira” na medida em que retira da rodovia o trânsito urbano.
O secretário de Obras e Urbanismo, Alexandre Sampaio, está preocupado em manter a filosofia do projeto, sem abrir māo dos redutores de velocidade e sinalizadores, “apesar da trincheira, que vai dar à obra uma certa mudança”.
Ao lado do chefe do 5 ° D.R.F. do DNER, Carlos José Galvāo Vianna, e do chefe da Residência local do órgão, Marcelino Mendes de lmeida, o prefeito falou da disposição do ministro Prisco Viana em complementar os recursos para o projeto Rio-Bahia, incluindo a trincheira, uma reivindicação sua feita este ano.
REBAIXAMENTO DA PISTA
Com a inclusão do viaduto ao projeto, será feito o rebaixamento da pista, a partir do cemitério, indo até o cruzamento da avenida Alagoas, de acordo com o prefeito, que destaca a importância da obra na solução dos problemas de trânsito no centro da cidade. O viaduto sobre a Rio-Bahia acaba com os congestionamentos e reduz o número de acidentes na travessia entre as avenidas Régis Pacheco e Brumado.
A HISTÓRIA
Esta matéria foi publicada em junho de 1988 no Boletim de Conquista, jornal de divulgação da gestão municipal iniciada em janeiro de 1993 e que foi até 31 de dezembro de 1988. Aborda a discussão em torno da construção de um viaduto entre as avenidas Régis Pacheco e Brumado. O foco era a segurança dos pedestres na travessia de um lado para outro da cidade.
À época, a Emurc realizava obras de modificação do tráfego em parte da BR-116, à altura da Estação Rodoviária, como parte de um projeto de transformação do trecho urbano da rodovia em uma avenida (veja reprodução do boletim da Prefeitura de Vitória da Conquista, de janeiro de 1987), o que viria a se concretizar quase 20 anos depois, após a construção do anel viário. Já o viaduto ficou no papel, como, aliás, os projetados e prometidos para o anel viário atual.
A foto em destaque é apenas ilustrativa, em 1988 não havia esse tipo semáforo. A imagem é de 2016. A fotografia da época do projeto de viaduto ligando a Zona Leste à Oeste é esta abaixo.



