Conquista: três das principais obras da Prefeitura em andamento são equipamentos para a saúde. Investimento é de R$ 26,7 milhões

Ainda com dinheiro do empréstimo de R$ 160 milhões feito na Caixa em 2023, a Prefeitura de Vitória da Conquista realiza, neste momento, várias obras de envergadura, com destaque para quatro delas, sendo três serão equipamentos para a área da saúde. As obras são: a nova urbanização da Avenida Brumado; a UPA da Zona Oeste, a Unidade de Saúde da Família Régis Pacheco e o Serviço de Atendimento à Mulher e à Infância (Seami), as duas últimas no terreno do antigo Clube Social, no extremo norte do bairro Centro.
Primeira a ser iniciada, a obra da requalificação urbana da Brumado tem como prazo de entrega outubro deste ano. Segundo a Prefeitura, o projeto visa transformar o espaço de 60.000 m² em um eixo viário moderno, seguro, sustentável e multifuncional, atendendo às diversas necessidades da população e promovendo a qualidade de vida urbana. O projeto é da equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).


Com 60% dos trabalhos concluídos, atualmente na etapa de drenagem do canal aberto, a obra – que está a cargo da Emurc e emprega aproximadamente 20 trabalhadores na fase atual – tem um orçamento de R$ 13.394.220,39, proveniente do empréstimo do Finisa.
Também no bairro Brasil, o governo municipal está construindo uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que deverá beneficiar moradores do bairro Brasil e de outros bairros, como Zabelê, Centro e Cruzeiro. A UPA da Zona Oeste foi pensada como alternativa para ampliar o atendimento de urgência e emergência nos bairros mencionados e desafogar a unidade existente e os demais hospitais da cidade, principalmente o Hospital de Base.


Localizada na Avenida Minas Gerais, a UPA municipal segue o projeto padrão do Ministério da Saúde, em uma área de 1.500 m², dos quais 1.350 m² de área construída. A obra está em 35%, já fase da implantação da edificação e o prazo de entrega é novembro. O investimento é de R$ 4.359.000,00, de recursos próprios oriundos do financiamento na Caixa e está a cargo da construtora G3 Polaris, que emprega aproximadamente 80 trabalhadores.
Alvo de grande polêmica na cidade, quando o então prefeito recebeu em troca de terrenos municipais considerados mais caros e porque não havia ainda destinação certa para o local, a área do antigo Clube Social Conquista está sendo ocupada por uma unidade de saúde e o Seami.



A USF Régis Pacheco será destinada ao atendimento médico básico da população local, com foco em consultas, exames e serviços de saúde preventiva. A unidade atenderá não apenas os moradores daquela parte do centro da cidade e do bairro Cruzeiro, mas poderá expandir o alcance do atendimento a moradores de bairros próximos, pela sua localização, reduzindo a demanda nos centros de saúde já existentes e oferecendo um atendimento mais próximo à comunidade.
O projeto arquitetônico é da equipe de projetos da Seinfra e ocupa uma área total de 2.000 m², da qual o prédio terá 800 m². Segundo a Prefeitura, a obra já avançou 70% e está na fase de acabamento, com conclusão prevista para setembro. O orçamento é R$ 1.628.900,30. A CFA Construtora executa o projeto, com cerca de 60 trabalhadores na atual fase.
O último projeto desse grupo é o Serviço de Atendimento à Mulher e à Infância (Seami), inicialmente anunciado e festejado como um hospital para a mulher. Segundo a Prefeitura, o equipamento será uma unidade dedicada ao atendimento especializado e humanizado de mulheres e crianças, com foco em serviços médicos, psicológicos, odontológicos, oftalmológicos e sociais, incluindo atenção a mulheres vítimas de violência, crianças com necessidades especiais e em situações de risco.

O projeto arquitetônico do Seami foi desenvolvido pela equipe da Secretaria de Infraestrutura Urbana, com foco na criação de um ambiente acolhedor e que atenda às necessidades específicas das mulheres e crianças. A um custo de R$ 7.388.999,99, a área construída terá 3.000 m², de um total de 3.400 m². É das quatro obras a que está atrasada, com apenas 20%, na fase de alvenaria de vedação. A conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2026. A G3 Polaris é a executora dos serviços, com 25 trabalhadores envolvidos, incluindo engenheiros, operários e especialistas em construção de equipamentos de saúde.


