Exclusivo | Prefeita de Vitória da Conquista diz que quer deixar gestão organizada para quem entrar e confirma busca por novo empréstimo

Em entrevista exclusiva ao BLOG DE GIORLANDO LIMA, no primeiro dia de julho, a prefeita Sheila Lemos disse que embora possa considerar que seu governo já tenha realizado muita coisa, diz que ainda há um longo caminho até que considere ter feito tudo o que pode. “Fizemos muito em Conquista, na nossa primeira gestão e nesses primeiros seis meses da segunda, mas é claro que a gente ainda tem muito o que fazer”, destacou, afirmando que essa foi a razão pela qual decidiu disputar a eleição.
“Talvez se eu tivesse conseguido concluir todos os meus projetos para a cidade, talvez eu nem quisesse mais ter colocado o nome para continuar prefeita de Vitória da Conquista, que é uma missão muito difícil, não é uma missão fácil. É prazerosa, me honra muito, mas é uma missão que exige muito da pessoa, da pessoa de Sheila”, desabafou a prefeita.
Na avaliação dela, para avançar e realizar o que planejou e o que a população demanda, é necessário modernizar a estrutura administrativa, um processo que está em andamento. “Como prefeita, eu ainda tenho alguns projetos para Conquista, eu consigo enxergar essa cidade grande, mas a gente precisa ainda destravar muita coisa no âmbito da administração”, declarou, destacando que essa foi a motivação da reforma administrativa iniciada no começo deste ano: uma organização maior da gestão, de modo a facilitar a continuação do trabalho.
Para Sheila, a reorganização da administração não é uma necessidade apenas para a gestão dela. “A estrutura administrativa do município há muitos anos já vinha carecendo dessa reformulação, para que a gente pudesse colocar os projetos para andar. Nós temos excelentes servidores no nosso município, graças a Deus!, mas era preciso criar uma nova estrutura, com vistas à inovação e agilidade, para desbravar toda a burocracia que existe no setor público, ter condições de pegar um projeto e levar adiante, nos diversos níveis da administração pública. A gente precisava dar um melhoramento nessa estrutura de cargos da Prefeitura, para destravar as coisas”, afirmou a gestora conquistense.
“Estamos trabalhando muito na qualificação dos nossos servidores, porque entendemos que essa é uma necessidade prioritária. E organizando para que o resultado seja prolongado e estenda para depois do nosso mandato. Tudo que a gente entende que é bom para nosso município, a gente está deixando isso através de leis, para que fique algo de estado, não de governo, para que o dia que nós sairmos – porque nós estamos aqui de passagem, um dia nós vamos sair – e outros grupos que entrarem, encontrem isso organizado e que não queiram, na verdade não precisem, destruir o que o que foi feito de bom para o município. Queremos mesmo deixar mesmo como um legado para a cidade”, pontuou Sheila.
Ela diz que essa nova etapa inclui planos e projetos reais e exequíveis, não apenas para cumprir a obrigação legal de apresentar. “Fizemos um plano de governo pensado no município, só colocamos aquilo que realmente pode ser executado. Em cima do plano de governo, nós estamos montando agora, o PPA. O Município deixa de ter um PPA como apenas uma peça legal, de cumprimento de lei, mas que passa a ser, realmente, um instrumento para o governo, inclusive gerencial. Nós estamos mudando o antigo formato de se fazer somente o PPA ‘para cumprir tabela’, para somente atender o que o Tribunal de Contas diz que tem que ser, e estamos colocando algo que é realmente para mudar o município”, assegurou a prefeita de Vitória da Conquista.
“Esse um trabalho que não é rápido, não se consegue fazer em um curto período de tempo, demanda tempo, demanda dedicação, demanda mudança cultural. E isso a gente tem feito desde 2021, procurando mudar essa cultura junto aos servidores públicos de Vitória da Conquista e temos tido êxito”, complementa.
NOVO EMPRÉSTIMO
Como a prefeita diz que ainda há muito por fazer e que pretende fazer tudo o que já planejou, o BLOG quis saber como será o financiamento. Sheila respondeu que está estudando alternativas de instituições financeiras para um novo empréstimo e, neste sentido, vem conversando com os vereadores. “Já estou em tratativa com a Câmara de Vereadores para que a gente possa tomar mais um financiamento, porque o Município consegue ajustar as suas finanças, a gente não tem grandes problemas financeiros para o dia a dia e consegue fazer todo o dever de casa, mas não consegue ter recursos para fazer infraestrutura da cidade. Para isso, são necessários recursos extras, recursos de fora do município”, explicou.
“Para procurar atender as demandas por infraestrutura, a gente acaba recorrendo aos projetos do governo federal, como o PAC, do qual estamos participando; às emendas parlamentares que vêm para investimento, e os financiamentos bancários. Nós já tomamos quatro financiamentos da Caixa Econômica, desde 2018, e estamos em via de tomar mais um. Para nos garantir as melhores condições, estamos verificando também outras instituições [além da Caixa], estudando prazos, carência, taxa de juros, tudo isso, para verificar qual a melhor opção para o Município. Em abril, saiu a nossa Capag, estamos com a Capag B – índice de endividamento avaliado pela Secretaria do Tesouro Nacional -, que nos permite contar com um empréstimo com aval da União. Estamos avaliando para que a gente possa fazer algo que o Município consiga sustentar”, antecipa Sheila.



