Casos de dengue caem 99% em Vitória da Conquista no 1º semestre. Infestação pelo mosquito também reduz quase pela metade

Casos de dengue caem 99% em Vitória da Conquista no 1º semestre. Infestação pelo mosquito também reduz quase pela metade

Vitória da Conquista, como todo o país, não está livre da dengue e outras arboviroses causadas pelo mosquito Aedes aegypti, mas o cenário em nada se parece com os dos últimos dois anos, especialmente 2024, quando o município foi assolado por uma epidemia de dengue que adoeceu mais de 30 mil pessoas e matou 34.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a 28ª semana epidemiológica, a mais recente (6 a 12 de julho), teve apenas seis casos de dengue confirmados, nenhum de zika e chikungunya. Nas semanas correspondentes em 2023 e 2024 foram registrados 15 e 59 casos, respectivamente, de acordo com o painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde (MS).

Tomando como referência o primeiro semestre do ano passado, os casos de dengue em Vitória da Conquista tiveram uma queda de 99,07%. Os números do painel do MS são: 33.673 nos primeiros seis meses de 2024 e 314 este ano. Nas duas primeiras semanas de julho de 2024, foram 107 casos, pelos dados do Ministério da Saúde, enquanto neste ano foram somente sete. Os números são confortadores, considerando que as doenças por arboviroses têm seus momentos mais intensos nos seis primeiros do ano.

A Secretaria Municipal de Saúde, tem ampliado as ações preventivas, incluindo novas técnicas e equipamentos no trabalho dos agentes de endemias, visando a captura e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Desde junho, está em prática no município o projeto de vigilância e controle de arboviroses, em parceria com Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e Instituto de Saúde e Ação Social (Isas), que se utiliza de tecnologias como drones para pulverização e armadilhas nacionais e importadas.

Uma dessas armadilhas, denominada de n2Care, emite feromônios que atraem as fêmeas do Aedes para depositarem os ovos no interior de um recipiente que contém larvicida e um fungo para contaminar os mosquitos durante o depósito dos ovos. Ao voarem para fora da armadilha, os insetos contaminados espalham as substâncias em outros criadouros, eliminando uma grande quantidade de mosquitos.

Também foi aumentada a divulgação da importância da vacina, disponível nas unidades de saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que segundo o Ministério da Saúde, é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, depois de pessoas idosas.

Nesta semana, a SMS divulgou melhora no índice de infestação pelo mosquito, de 4,4% para 2%, redução de 45,45%. O Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, pesquisou 6.218 imóveis em 80 localidades da sede do município, entre os dias 7 e 12 de julho. Do total, 40 estão com índice ideal e outras 40 com Índices de Infestação Predial (IIP) que variam de 1% a 14,2%.

Fonte: Diretrizes Nacionais para a prevenção e controle de epidemias de Dengue, 2009, MS

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