Jequié e região têm o maior potencial para terras raras na Bahia. Saiba o que são e por que atraem o desejo do governo norte-americano

Jequié e região têm o maior potencial para terras raras na Bahia. Saiba o que são e por que atraem o desejo do governo norte-americano

De repente, com as notícias da aplicação de uma tarifa de 50% sobre os produtos do Brasil exportados para os Estados Unidos, decidida pelo presidente americano Donald Trump, os brasileiros passaram a ouvir falar de “terras raras”.

Não que seja um assunto inédito, mas a maioria das pessoas por aqui tinha ouvido falar pouco ou nada sobre isso. Agora, sabemos que as terras raras do Brasil – que tem a segunda maior reserva mundial, com cerca de 23%, depois da China, com 49% – estão no foco do presidente Trump e de empresas americanas. A Índia, vem em terceiro, com 7,7%.

Porém, do que se trata, afinal?

Quando se fala em terras raras no Brasil, muita gente pensa logo na Amazônia ou área de terra onde há ouro e outros minerais em abundância. É mais ou isso, sem ser isso.

Terras raras é a denominação para um grupo de 17 elementos químicos, 15 da série dos lantanídeos: lantânio (La), cério (Ce), praseodímio (Pr), neodímio (Nd), promécio (Pm), samário (Sm), európio (Eu), gadolínio (Gd), térbio (Tb), disprósio (Dy), hólnio (Ho), érbio (Er), túlio (Tm), itérbio (Yb) e lutécio (Lu); e outros dois elementos quimicamente semelhantes: escândio (Sc) e ítrio (Y).

Eles se apresentam geralmente misturados a outros minérios, e é difícil e demorado extrair e separar esses elementos. Para cada tonelada, são extraídos cerca de 100 gramas de terras raras, um processo caro, que utiliza solventes e ácidos cujos resíduos são perigosos ao meio ambiente.

Estimado em cerca de 6 bilhões de dólares por ano, o mercado global de terras raras pode atingir 14 bilhões de dólares até 2028, de acordo com relatório da consultoria Grand View Research. As terras raras são mencionadas como a “economia do futuro” e os minerais chamados de “ouro do século 21”.

Esses minérios são indispensáveis para a produção, por exemplo, de:

Turbinas eólicas;
Motores de carros elétricos;
Chips de computadores e celulares;
Equipamentos médicos de ponta;
Satélites, foguetes e mísseis;
Dispositivos eletrônicos de última geração.

No Brasil é crescente o investimento visando ao desenvolvimento de uma cadeia produtiva de terras raras, o que poderá reduzir a dependência de outros países na produção desses minerais estratégicos. E a Bahia assume papel crucial nesse cenário de exploração e investimento, principalmente com pesquisas voltadas para argilas iônicas, que contêm em sua composição íons desses elementos químicos.

A exploração de terras raras começa a ganhar volume aqui perto da gente, na região Sudoeste, notadamente em Jequié e adjacências, que apresentam um potencial significativo para a exploração desses minerais.

Uma das empresas que estão investindo na área, é Brazilian Rare Earths, listada na bolsa australiana, que pesquisa uma área de 1.410 km² na região, com o objetivo de explorar tanto terras raras pesadas quanto leves, essenciais para diversas indústrias, incluindo a transição para energia verde.

As terras raras de Jequié e região atraíram outras empresas, como a Equinox Resources, com o Projeto Campo Grande, com foco em minerais de terras raras em argila iônica, e a Multiverse Mineração, que encontrou depósitos de terras raras em argila iônica na área do Projeto Terras Raras Bahia. 

MATÉRIA PRODUZIDA COM INFORMAÇÕES COLETADAS DE DIVERSAS FONTES NA INTERNET
FOTO DESTAQUE: AGÊNCIA BRASIL

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