Derrotado no TRE, Diogo diz estar tranquilo e se queixa da cúpula estadual do União Brasil: “Candidatura nasceu no gabinete de ACM Neto”


O vereador Diogo Azevêdo (PSDB), que ontem (13) teve a perda do mandato decretada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em ação movida contra ele por infidelidade partidária, se diz tranquilo, anuncia que vai recorrer e critica a cúpula do seu antigo partido.
Segundo Diogo, a candidatura a deputado federal foi decidida no gabinete de ACM Neto, junto com o deputado estadual Tiago Correia, e, por isso, ele esperava receber o apoio da direção estadual do União Brasil.
“Eu não tive apoio do União Brasil estadual e eu deveria ter tido, porque eu decidi ser candidato no gabinete de ACM Neto, junto com o deputado Tiago Correia”, afirmou. A declaração foi dada ao BLOG DE GIORLANDO LIMA logo depois do anúncio da decisão do TRE.
A afirmação ressalta um dado importante da história da candidatura e do rompimento político que terminou com a saída de Diogo do União Brasil. Segundo ele, o projeto de concorrer à Câmara dos Deputados foi definido no espaço político de ACM Neto e não nasceu de uma articulação isolada feita em Vitória da Conquista.
Diogo afirmou que se sentiu abandonado pela direção estadual do partido durante o conflito com Sheila Lemos e acusou o União Brasil de não intervir no processo político que terminou com sua saída.
“Eu não fui acolhido pelo União Brasil estadual, não fui como deveria. O único sentimento que tenho é esse: que o União Brasil estadual permitiu que Sheila fizesse do jeito que ela queria e não teve nenhuma interferência no processo”, declarou.
Diogo não esclareceu se ACM Neto estava presente quando a decisão foi tomada. O vereador afirma, entretanto, que a origem da candidatura lhe dava motivos para esperar o apoio da direção estadual quando se agravou o conflito com a prefeita Sheila Lemos.
Na avaliação de Diogo, faltou uma intervenção da direção estadual no processo político que levou ao rompimento. Ele se manteve ao lado de Tiago Correia e decidiu disputar uma vaga de deputado federal, enquanto Sheila lançou o marido, Wagner Alves, candidato a deputado estadual pelo União Brasil.
Quando anunciou que deixaria o partido, Diogo alegou inicialmente que havia uma anuência da direção estadual. Posteriormente, os diretórios estadual e municipal do União Brasil informaram que não haviam sido comunicados formalmente nem autorizado sua desfiliação.
Na ação movida pelo suplente Alisson Roberto Seles Sá, o Alisson da Educação, a defesa de Diogo sustentou que a permanência dele no partido se tornou insustentável por causa de pressões, retaliações, isolamento e grave discriminação política pessoal. O TRE, entretanto, não acolheu a tese e concluiu por unanimidade que os fatos apresentados não constituíam justa causa para a mudança de legenda sem perda do mandato.
JÁ ESPERAVA A DECISÃO
Ao comentar o resultado do julgamento do TRE, Diogo afirmou que já esperava uma decisão contrária e que recorrerá. Também criticou a movimentação do processo, que chegou a sair da pauta e posteriormente foi reincluído para julgamento.
“Eu já esperava essa decisão no TRE. Inclusive, estava fora de pauta e depois entrou em pauta de novo, uma coisa bem confusa. Agora é recorrer. Mas está tranquilo, graças a Deus. Estou em campanha”, disse.
Sem apontar a quem se referia, Diogo adotou um tom pessoal ao falar sobre a disputa. “Quem faz o mal, o mal vem. Eu só faço o bem, deixa aí”, afirmou.
Apesar da perda do mandato de vereador, ele disse que permanece concentrado na campanha para deputado federal e sinalizou que poderá adotar novas medidas: “Vamos ver as cenas dos próximos capítulos, as próximas decisões que eu vou tomar.”
FOTO DESTAQUE: MONTAGEM COM DIOGO AZEVÊDO E O TRE-BA, CRIADA COM AUXÍLIO DO CHATGPT


