Custo médio por voto entre os 20 candidatos mais votados em Conquista foi de R$ 11,03; Alice Portugal teve o maior custo e Rowenna, o menor


Os 20 candidatos a deputado federal e estadual mais votados em Vitória da Conquista em 4 de outubro declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) despesas contratadas de R$ 18.566.612,17. Com base nas prestações de contas e nos 1.683.161 votos que os 20 receberam no estado, o BLOG DE GIORLANDO Lima calculou o custo médio de R$ 11,03 por voto
Os custos individuais variaram de R$ 1,64 a R$ 26,49 por voto, valores calculados, respectivamente, para Rowenna (PT), eleita deputada estadual com 137.266 votos e despesas de R$ 225.138,00, e Alice Portugal (PCdoB), reeleita deputada federal com 114.395 votos e gastos de R$ 3.029.921,54. Dos candidatos analisados, 12 foram eleitos e oito ficaram na suplência.
Deputados federais
Os dez candidatos mais votados para deputado federal em Vitória da Conquista declararam R$ 13.937.696,65 em despesas, equivalentes a 82,12% das receitas de R$ 16.972.304,67. Eles receberam 960.346 votos na Bahia, com custo médio de R$ 14,51 por voto. Seis foram eleitos e quatro ficaram na suplência.
O menor custo individual neste grupo foi de Delegada Gabriela (PV), com R$ 5,30 por voto. Ela recebeu 10.884 votos no estado, com despesas de R$ 57.671,00. Alice Portugal apresentou o maior custo, seguida de Diogo Azevêdo (PSDB), com R$ 22,53, e Capitão Alden (PL), com R$ 17,55.
Waldenor (PT), o mais votado para federal em Vitória da Conquista, recebeu 96.378 votos no geral, mas não foi reeleito. Suas despesas chegaram a R$ 907.204,93, com custo de R$ 9,41 por voto. Doutora Raíssa (PL), segunda colocada no município, foi eleita com 162.370 votos no geral e declarou despesas de R$ 1.408.768,99, equivalentes a R$ 8,68 por voto.
| Candidato | Situação | Arrecadação | Despesas | Votos em Conquista | Votos BA | Custo/voto |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Waldenor (PT) | Suplente | R$ 1.822.227,50 | R$ 907.204,93 | 33.269 | 96.378 | R$ 9,41 |
| Doutora Raíssa (PL) | Eleita | R$ 600.746,49 | R$ 1.408.768,99 | 15.608 | 162.370 | R$ 8,68 |
| Lúcia Rocha (MDB) | Suplente | R$ 614.000,00 | R$ 188.966,10 | 12.159 | 13.500 | R$ 14,00 |
| Roberta Roma (PL) | Reeleita | R$ 3.100.000,00 | R$ 2.201.279,02 | 8.522 | 156.108 | R$ 14,10 |
| Delegada Gabriela (PV) | Suplente | R$ 110.001,00 | R$ 57.671,00 | 8.201 | 10.884 | R$ 5,30 |
| Diogo Azevêdo (PSDB) | Suplente | R$ 500.431,20 | R$ 175.500,00 | 5.910 | 7.790 | R$ 22,53 |
| Jorge Solla (PT) | Eleito | R$ 1.957.062,08 | R$ 1.942.618,86 | 5.467 | 152.049 | R$ 12,78 |
| Carlos Muniz (PSDB) | Eleito | R$ 2.182.057,40 | R$ 2.181.192,21 | 5.022 | 141.762 | R$ 15,39 |
| Capitão Alden (PL) | Reeleito | R$ 3.150.000,00 | R$ 1.844.574,00 | 4.299 | 105.110 | R$ 17,55 |
| Alice Portugal (PCdoB) | Reeleita | R$ 2.935.779,00 | R$ 3.029.921,54 | 4.208 | 114.395 | R$ 26,49 |
Deputados estaduais
Os dez candidatos mais votados para deputado estadual em Vitória da Conquista arrecadaram R$ 6.414.175,04 e declararam R$ 4.628.915,52 em despesas contratadas, o equivalente a 72,17% das receitas. Eles receberam 722.815 votos no estado, com custo médio de R$ 6,40 por voto. Entre os dez, seis foram eleitos e quatro ficaram na suplência.
O maior custo individual foi de Tiago Correia (PSDB), reeleito com 65.969 votos. Com despesas de R$ 1.252.046,13, o seu voto médio ficou em R$ 18,98. Dr. Marcos Adriano (PDT), que ficou na suplência, teve custo calculado de R$ 14,29 por voto. Fabrício (PCdoB), reeleito para o quinto mandato, registrou R$ 11,92.
Wagner Alves (União), primeiro colocado em Vitória da Conquista, com 33.397 votos, teve 53.451 na Bahia, com custo de R$ 8,60 por voto. Zé Raimundo (PT), segundo mais votado no município, declarou R$ 340.103,74 em despesas para 74.853 votos no geral, equivalentes a R$ 4,54 por voto. Quinho (PSD), quarto colocado na votação local, apresentou custo de R$ 3,08.
| Candidato | Situação | Arrecadação | Despesas | Votos em Conquista | Votos BA | Custo/voto |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Wagner Alves (União) | Suplente | R$ 706.413,00 | R$ 459.611,50 | 33.397 | 53.451 | R$ 8,60 |
| Zé Raimundo (PT) | Eleito | R$ 448.369,10 | R$ 340.103,74 | 27.715 | 74.853 | R$ 4,54 |
| Fabrício (PCdoB) | Eleito | R$ 815.300,00 | R$ 771.881,51 | 21.456 | 64.755 | R$ 11,92 |
| Quinho (PSD) | Suplente | R$ 213.000,00 | R$ 173.134,00 | 17.791 | 56.183 | R$ 3,08 |
| Doutora Lara (Republicanos) | Suplente | R$ 174.316,91 | R$ 80.215,00 | 10.415 | 17.362 | R$ 4,62 |
| Tiago Correia (PSDB) | Eleito | R$ 1.255.691,03 | R$ 1.252.046,13 | 7.238 | 65.969 | R$ 18,98 |
| Diego Castro (PL) | Reeleito | R$ 547.300,00 | R$ 365.122,50 | 5.852 | 160.305 | R$ 2,28 |
| Dr. Marcos Adriano (PDT) | Suplente | R$ 108.430,00 | R$ 78.851,14 | 4.611 | 5.519 | R$ 14,29 |
| Samuel Júnior (PL) | Reeleito | R$ 1.270.000,00 | R$ 882.812,00 | 2.537 | 87.152 | R$ 10,13 |
| Rowenna (PT) | Eleita | R$ 875.355,00 | R$ 225.138,00 | 2.501 | 137.266 | R$ 1,64 |


Comparação nacional
Levantamento da CNN Brasil, publicado em 8 de outubro, encontrou uma mediana de R$ 14,10 por voto entre os 513 deputados federais eleitos no país. Os custos individuais foram de R$ 0,24 a R$ 160,29, considerando as despesas contratadas declaradas à Justiça Eleitoral até 7 de outubro. Entre os seis federais eleitos que aparecem na lista dos mais votados em Vitória da Conquista, a mediana foi de R$ 14,75, próxima da nacional, embora os dados locais tenham sido consultados em datas posteriores.
No Rio Grande do Sul, reportagem do Correio do Povo, publicada em 13 de outubro, identificou custos entre R$ 0,95 e R$ 31,13 por voto entre os deputados federais eleitos. Para deputado estadual, os valores ficaram entre R$ 1,07 e R$ 45,15. O levantamento também utilizou despesas contratadas registradas no DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral.
Em outro estado, para efeito de comparação, o custo por voto dos oito deputados federais eleitos pelo Mato Grosso do Sul variou de R$ 8,53 a R$ 49,24, com média de R$ 17,39, segundo levantamento do Capital News. Entre os 24 estaduais eleitos, os valores foram de R$ 1,97 a R$ 41,46, com média de R$ 12,21 na apuração de 7 de outubro, posteriormente atualizada para R$ 13,55. Já entre os 164 candidatos a deputado estadual não eleitos que declararam despesas, o custo variou de R$ 0,04 a R$ 1.401,73 por voto, com média de R$ 33,75.
Outros candidatos
Além dos 20 mais votados, o levantamento acompanhou 14 candidatos com domicílio eleitoral ou base política em Vitória da Conquista que ficaram fora das duas listas principais. Juntos, arrecadaram R$ 1.188.436,93 e declararam R$ 650.405,05 em despesas contratadas.
Entre eles está Vítor Azevedo (Avante), eleito deputado estadual com 68.806 votos na Bahia. Sua campanha declarou R$ 189.189,45 em despesas. Três candidaturas, Tina Araújo (PL), Luzinete Oliveira (PSB) e Kiribamba (Avante), permanecem sem despesas registradas na base utilizada, embora apresentem receitas declaradas.
| Candidato | Cargo | Arrecadação | Despesas |
|---|---|---|---|
| Vítor Azevedo (Avante) | Estadual | R$ 305.000,00 | R$ 189.189,45 |
| Eliana Sertão (MDB) | Estadual | R$ 100.000,00 | R$ 73.723,50 |
| Glauber Magalhães (PSDB) | Estadual | R$ 102.681,20 | R$ 36.547,62 |
| Isaac Nolasco (Missão) | Estadual | R$ 4.174,78 | R$ 4.111,44 |
| Tina Araújo (PL) | Estadual | R$ 40.000,00 | Não declaradas |
| Luzinete Oliveira (PSB) | Estadual | R$ 11.049,47 | Não declaradas |
| Capitão Luis Vasconcelos (União) | Federal | R$ 275.130,50 | R$ 166.105,50 |
| Coronel Esmeraldino (PSDB) | Federal | R$ 70.000,00 | R$ 70.000,00 |
| Natan da Carroceria (PSDB) | Federal | R$ 140.431,20 | R$ 46.594,77 |
| Pastor Sérgio Emílio (PSOL) | Federal | R$ 46.400,00 | R$ 27.551,50 |
| Dr. Igor (Rede) | Federal | R$ 28.000,00 | R$ 18.212,39 |
| Dr. Augusto Cândido (Novo) | Federal | R$ 30.000,00 | R$ 12.800,00 |
| Igor Novaes (Missão) | Federal | R$ 5.569,78 | R$ 5.568,88 |
| Kiribamba (Avante) | Federal | R$ 30.000,00 | Não declaradas |
Contas provisórias
Somando os 20 mais votados e os outros 14 candidatos ligados a Vitória da Conquista, o levantamento reúne 34 candidaturas, com R$ 24.574.916,64 em receitas declaradas e R$ 19.217.017,22 em despesas contratadas.
Os valores ainda são provisórios e correspondem às prestações disponíveis até sábado (17), com datas de atualização diferentes entre os candidatos. O cálculo do custo por voto utiliza as despesas contratadas, que nem sempre coincidem com o campo de despesas totais exibido pelo TSE. As contas finais do primeiro turno devem ser entregues até 3 de novembro.


