Ivete, Otto e Coronel são cidadãos honorários porque contribuem direta ou indiretamente com Conquista. E merecem, apesar dos muxoxos

Ivete, Otto e Coronel são cidadãos honorários porque contribuem direta ou indiretamente com Conquista. E merecem, apesar dos muxoxos

O que têm em comum Ângelo Mário de Azevedo Martins, 67 anos, nascido em Coração de Maria; Otto Roberto Mendonça, 78 anos, natural de Ruy Barbosa; Evanilda Ruas Novais Ferreira, 48 anos, natural de Belo Campo; Itamar Batista Gonçalves, 62 anos, nascido em Belo Horizonte; Idimar Barreto Paes, 67 anos, paraibano de Campina Grande; Lucas Aguiar Caires, 39 anos, nascido em Livramento de Nossa Senhora; Vitor Agnaldo de Menezes, 57 anos, nascido em Curaçá; Vitor Oliveira Sousa, 37 anos, natural de Itapetinga e Ivete Maria Dias Cady, 53 anos, nascida em Juazeiro?

Resposta número 1: Os dois primeiros são políticos e os dois últimos são artistas. Os demais são de setores tão diferentes quando iguais na contribuição de uma sociedade melhor.

Resposta número 3: Todos já são cidadãos honoários de Vitória da Conquista, homenageados pela Câmara de Vereadores. Uns pelo que fazem pela construção da cidade morando nela e outros pelo que a sua atuação traz de beneficio extensivo para ela.

O BLOG tirou, de propósito, os sobrenomes Sangalo, de Ivete, Coronel, de Ângelo e Alencar de Otto, apenas para que a pergunta ganhasse um pouco mais de sentido. Curiosamente, a concessão dos títulos de cidadão conquistense aos três foram os únicos que renderam alguma polêmica. E sem nenhum sentido, com argumentos sofríveis, como dizer que Ivete ofende os valores do cristianismo ou que Otto tem pendores comunistas.

O objetivo do título honorífico – atenção para o adjetivo -, é homenagear pessoas que contribuem de alguma forma com o município, com a população. Não necessariamente que façam isso todo dia ou sem ganhar nada. Um empresário pode receber o diploma, uma artista, um religioso, um político, uma atleta, independente de onde morem, desde que o que tenham feito ou façam chegue direta ou indiretamente à comunidade local. Caso dos dois senadores e isso independe, agora, da intenção de quem quis fazer a homenagem, já que, honestamente, não dá para negar a conveniência, mas este é um caso de ação tardia, os dois, como Ivete ou Idimar já poderia ter sido lembrados pelos vereadores.

Pensemos em uma possibilidade objetiva: dentro de alguns meses, chegará às mesas (e-mails ou WhatsApp, na verdade) dos dois senadores um pedido de autorização para que a União aceite ser fiadora do Município de Vitória da Conquista em mais um empréstimo que o governo municipal vai buscar para obras – e obras importantes e necessárias. Até por isso, não criar embaraços para uma simples votação de título honorífico já seria uma obrigação, e quanto mais se esse embaraço nasce de rixa ideológica.

No caso de Ivete, este BLOG criticou o oportunismo do autor, ele um crítico desse tipo de atitude, mas não considerou que seria ilegítimo homenagear uma das artistas baianas mais importantes do Brasil, uma gigante de talento e gentileza, que se derrete em elogios a Vitória da Conquista estando aqui ou longe daqui.

“Ah, mas ela defende coisas que eu sou contra e nunca fez um show de graça!”. Foi mais ou menos esse o argumento para os três votos contra considerar Ivete Sangalo cidadã conquistense. Ok, Ivete, ajeita esse show. Que tal no dia da entrega do seu título? A data oficial é 9 de novembro, quando Vitória da Conquista completa 185 anos de emancipação. Mas, de resto, parabéns pela homenagem, extensivos aos vereadores e vereadoras que o aprovaram.

Lado a lado com Ivete, Otto e Coronel, se eles vierem receber no mesmo dia, estarão:

Suzy Ruas, como é conhecida Evanilda Ruas Novais Ferreira, um rosto que parte do mundo já viu, competindo em nome de Vitória da Conquista em corridas e maratonas em que, quando pode, literalmente grita o nome da cidade, com nossa bandeira nas mãos. O título é uma bela retribuição.

Idimar Barreto Paes, engenheiro agrônomo formado pela Ufba, cafeicultor, integrado a Vitória da Conquista desde 1986, onde prestou serviços em órgãos públicos com atuação no desenvolvimento da agropecuária, tornou-se um produtor que tem ajudado a destacar a qualidade do café regional.

Itamar Batista Gonçalves, geógrafo, formado pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em Psicologia no tema de “Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes”, que tem atuado na parceria da Childhood com a Prefeitura, em iniciativas como o Complexo de Escuta Protegida.

Lucas Aguiar Caires é o publicitário mais premiado em Vitória da Conquista, chegado na cidade em 1994. Sua atuação talentosa lhe rendeu um alto conceito do mercado, entre colegas e concorrentes, o que foi reconhecimento pela Câmara de Vereadores.

Vitor Oliveira Sousa, é Vítor Marriá, do forró bom demais, da vizinha Itapetinga, que escolheu Vitória da Conquista como sua cidade desde março de 2015.

E Vítor Agnaldo de Menezes é Dom Vítor, arcebispo metropolitano nomeado pelo papa Francisco, que chegou a Vitória da Conquista, em 22 de março deste ano, e já se notabiliza pelo sua atuação à frente da Igreja Católica na arquidiocese que inclui 20 municípios e demonstra grande carinho pela comunidade conquistense.

Todos são merecedores da homenagem e, certamente, ao recebê-la, reforçarão seus laços e compromissos com Vitória da Conquista.

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