Melhora visão do brasileiro sobre rumo da economia e percepção do crescimento do país, aponta pesquisa Pulso Brasil


A terceira parte da pesquisa Pulso Brasil, realizada pelo Ipespe dos dias 19 a 22 de setembro, mostra uma melhora da visão positiva sobre o rumo da economia (37% para 40%); e diminui a percepção negativa (58% para 54%). Saldo negativo pela primeira vez apresenta um recuo significativo (-21 para -14). De acordo com o levantamento, a classe média se mostra mais pessimista: 56%.
Considerando a definição ideológica 88% dos entrevistados que se dizem de esquerda avaliam que a economia está no caminho certo. enquanto o mesmo percentual da direita entende que está no caminho errado. “Esquerda e direita têm leituras simetricamente opostas nessa questão. A disputa de narrativas deve se dar no eleitorado do centro”, destaca Antonio Lavareda, cientista político e presidente do Conselho Científico do Ipespe.
À pergunta, “na sua opinião a economia brasileira está no caminho certo ou errado?”, 54% responderam que está no caminho errado, 40% acham que é o certo, e 6% não sabe ou não responderam. Em julho, os percentuais era 58%, 37% e 5%.

Posição ideológica: entre os que se identificam como esquerda 88% responderam que a economia está na direção certa; 9% que está na errada; e 3% não sabem ou não responderam. Já entre os que se dizem de direita somente 8% acham que está certo; 88% dizem que está no caminho errado; e 4% não sabem ou não responderam. Dos que se identificam como do centro, 21% avaliam que é o caminho certo; 73% acham que a economia está no caminho errado e 6% não sabe ou não responderam.
A pesquisa Ipespe também traz a avaliação considerando a autoidentificação da classe social. Dentre os que se declaram pobres, 43% acham que o caminho está certo; 50% que está errado e 7% não sabem ou não respondera. Na classe média, os percentuais são 39%, 56% e 5%; e entre os ricos: 46% acham que a economia está no caminho certo; 53% que está no errado e 1% não soube ou não respondeu à pergunta.

CRESCIMENTO DA ECONOMIA
Segundo o levantamento, a percepção de crescimento da economia aumentou de julho para agosto (35% para 38%) e é maior a quantidade de brasileiro que enxerga melhora (38%), em relação ao percentual que vê retrocesso (36%).
A opinião de que a economia está crescendo é maior nos extremos (pobres: 40%; ricos: 43%) do que na classe média (37%). Para 60% a avaliação é de que a economia do país não avança, ou está andando para trás (36%) ou está parada (24%).
Com base nos números atuais, Lavareda prevê que “o debate sobre a economia terá centralidade na eleição do próximo ano. Para ganhar a eleição o Governo precisará fazer um grande esforço para que a leitura negativa não se consolide antes mesmo da campanha”.
O Ipespe perguntou: Pelo que sabe ou ouve falar, a economia do Brasil está crescendo, está parada ou está andando pra trás? Para 38% está crescendo; 36% acreditam que está andando para trás; e 24% que está parada; 2% não sabem ou não responderam. Em julho pela ordem das respostas, os percentuais eram: 39%, 35%, 23% e 3%.

Para 88% dos entrevistados identificados com esquerda, a economia está crescendo; para 7% que está parada; e 4% responderam que está andando para trás; 1% não sabem ou não responderam. Já entre os que se disseram de direita, 4% veem avanço; 23% estagnação; e 70% avaliam que a economia anda para trás; 2% não sabem ou não responderam. Para os que se dizem do centro: 18% está crescendo; 51% que está parada; 30% que está andando para trás; 1% não sabe ou não respondeu.
De acordo com a autoidentificação da classe social, para 40% dos que se declaram pobre, a economia está crescendo; 22% dizem que está parada; 36% veem andando para trás; e 6% não sabem ou não responderam. Na classe média, avaliam que a economia está crescendo 27%; 36% que parou; 35% que andou para trás; 2% não sabem ou não responderam. Entre os ricos, os percentuais, na mesma ordem de respostas são: 43%, 19%, 32% e 5%.

O levantamento ouviu 2.500 entrevistados, no período 19 a 22 de setembro de 2025, pelo método híbrido: pesquisa telefônica (CATI), com aplicação de entrevistas por equipes de pesquisadores; e Online (CAWI). A margem de erro é 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%. Os percentuais que não totalizam 100% são decorrentes de arredondamento ou de múltiplas alternativas de resposta.


