Por uma Conquista mais verde. Coluna de Ronnie Peterson



Ronnie Peterson é advogado, se assume como quase historiador, quase filósofo e ativista por uma política verdadeiramente democrática.
Às vésperas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes – COP30), onde boa parte dos representantes políticos do mundo estará em Belém, debatendo as mudanças no clima provocadas pela ação do homem, devemos nós mesmos fazer uma reflexão sobre qual nosso papel na conservação do planeta para as gerações futuras.
Cada cidadão, cada bairro e cada cidade deveriam se organizar em torno de práticas mais assertivas, para minimizar o impacto negativo que nosso desenvolvimento provoca para o restante do meio ambiente. Todavia o consumismo desenfreado ao qual somos levados nos faz esquecer contribuições simples que deveríamos manter em nossa rotina, como a redução de uso de plásticos ou a separação do lixo doméstico.
Nossa cidade é cada vez mais árida, desprovida de cobertura vegetal. Ruas e praças, algumas recém-inauguradas, não são contempladas com o plantio de árvores, predominando o cimento e, por vezes, um pouco de grama.
Há pouco tempo, se já não bastasse a falta de projetos para melhorar o meio ambiente urbano da nossa cidade, o município prestou um péssimo exemplo ao cortar árvores plantadas em frente ao prédio da Prefeitura Municipal. A repercussão negativa provocou o anúncio de um programa de plantio de arvores por parte da municipalidade, porém, até o momento, houve pouca efetividade já que tal plantio não é visto, nem mesmo nas já citadas praças recém-inauguradas.
Uma cidade minimamente arborizada é uma cidade mais eficiente em evitar enchentes, mantém o ar mais saudável, isso resulta em uma melhoria significativa na qualidade de vida das pessoas. Além disso, o sombreamento das árvores reduz significativamente a temperatura de áreas urbanas, melhora a umidade do ar, sendo essencial para a saúde de pessoas e animais.
Em 2021, a Câmara de Vereadores aprovou o Projeto de Lei Ordinária do Executivo nº 11/2021, que criou o Sistema Municipal de Coleta, Remoção e Destinação Final de Resíduos Sólidos Ordinários e Extraordinários, instituindo a chamada Taxa do Lixo. Todavia, nesses quatro anos, a politica de coleta de lixo na cidade não foi alterada. Não dispomos de coleta seletiva e nenhum outro sistema que minimize os impactos que a produção do lixo urbano provoca na natureza.
Esses são apenas alguns exemples de que nossa cidade carece de uma política de valorização do meio ambiente. Para além de uma secretaria que poda árvores, precisamos de atitudes que nos levem na direção das melhores práticas de qualificar o nosso ambiente urbano com mais verde, mais sombra de árvores e atividades que possam desenvolver um sistema de coleta seletiva do lixo produzido no município.
Cabe também a nós, cobrarmos dos nossos representantes, mas, incluindo a mudança em nossa rotina, ajudando a plantar uma árvore, a consumir menos plástico e incentivar para que cada vez mais pessoas se engajem em uma rotina que seja minimamente sustentável.
Assim, que as macro discussões sobre as mudanças climáticas na COP 30 despertem em nós o desejo e a iniciativa para mudanças mais próximas, seja em nossa casa, em nossa rua e em nossa cidade.
Texto revisado pelo autor.
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