Há 13 anos, primeira eleição em dois turnos sinalizava mudança de poder em Vitória da Conquista, com 2º turno de Guilherme e Herzem

Há 13 anos, primeira eleição em dois turnos sinalizava mudança de poder em Vitória da Conquista, com 2º turno de Guilherme e Herzem

No sábado, 27 de outubro de 2012, eu escrevi: “Vou deixar aqui meu prognóstico para o resultado da eleição de amanhã, em Conquista (considerando votos válidos, sem nulos e brancos): Guilherme Menezes, 13: 55%; Herzem Gusmão, 15: 45%. Com possibilidade de erro na margem de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre o meu prognóstico – baseado em uma média dos números conhecidos e um diminuto levantamento feito durante o dia – e a eleição, aconteceu o debate na TV Sudoeste, sobre o qual afirmei: “Por fim: a fórmula do debate, esta sim, pobre. Pouco tempo para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas e pouco tempo de debate, sem chance para a discussão dos problemas da cidade. Faltou pergunta do mediador ou da plateia ou de quem quer seja, sobre a cidade, para que os candidatos saíssem da seara pessoal, de ataques e contra-ataques, defesas, desculpas e pretextos, para falar do que a população precisa”.

No domingo, Vitória da Conquista se vestiu para a eleição. Logo cedo, as ruas em torno das seções eleitorais já estavam tomadas por santinhos dos dois candidatos, mas nem parecia com o dia do primeiro turno, quando o asfalto sumiu sob tanto papel deixado por candidatos a vereador e pessoal de boca de urna. O conquistense estava empolgado, era a primeira vez que o município experimentava o segundo turno.

Naquele dia, 169.190 pessoas saíram de casa para votar em Guilherme Menezes (PT), buscando a quarta eleição, ou em Herzem Gusmão, em sua segunda disputa municipal. Outras 3.038 preferiram ficar em casa acompanhando pela TV, rádio e internet, aumentando a abstenção em relação ao primeiro turno, quando o total de votos chegou a 172.228.

As pesquisas apontavam vitória de Guilherme, mas nenhum leitor de Herzem demonstrava ter perdido a esperança. Havia um quê de profecia, como se aquele segundo turno estivesse marcado para ser a prévia de um futuro vitorioso. Na época, a rede social dos debates era o Facebook e quem pesquisar lá verá como estava essa confiança.

Na votação anterior, realizada no dia 7 de outubro, Guilherme teve 77.061 votos, equivalente a 49,12% dos votos válidos, ficando a menos de 1% da vitória no primeiro turno. Herzem foi o segundo, com 63.130 (40,24%). Concorreram, ainda, Abel Rebouças (7,23%), Edigar Mão Branca (2,87%) e Elquisson Soares (0,53%).

Passados os 21 dias de campanha, Guilherme aumentou a votação em 13.011 votos, crescimento de 7,16 pontos percentuais, e alcançou 56,28%, vencendo a eleição e tornando-se o único prefeito de Vitória da Conquista com quatro mandatos, superando José Pedral Sampaio, que teve três. Herzem cresceu 3,48 pontos percentuais, de 63.130 para 70.760 votos.

A eleição de dois turnos marcou a transição entre uma proposta que deu certo e duraria 20 anos e um novo tempo na politica conquistense, com a confirmação da liderança de Herzem Gusmão, depois de duas eleições de prefeito e duas de deputado, todas sem sucesso, mas com expressivas votações: 31.650 para federal em 2010 e 32.435 para estadual em 2014, nas duas sendo o mais votado no município.

Resultado anunciado, enquanto os eleitores comemoravam, escrevi: “Não é qualquer coisa, não. Guilherme Menezes disputou cinco eleições e ganhou quatro. Se concluir o novo mandato terá dirigido Conquista por 14 anos. Depois disso será difícil não atribuir a ele os resultados políticos e econômicos que fazem de Conquista um dos municípios mais fortes da Bahia e um dos mais importantes do Brasil.

De todos os adjetivos que lhe cabem, de teimoso e mandão a tímido e simples, um lhe cabe de uma vez por todas: vitorioso. O prefeito reeleito mostrou que sabe muito de política e estratégia. Deve ser saudado. Parabéns, Guilherme Menezes.

Mas, saiba que o seu próximo mandato será o mais difícil. A liderança de Herzem também ficou clara e ficou mais claro ainda que o povo de Conquista é exigente e vai estar mais atento. Não é possível levar a cidade a banho-maria. A partir de 2013 abra os olhos e os ouvidos mais do que fez até agora. Conquista vai querer falar mais e ser mais ouvida”.

E assim aconteceu. Guilherme não conseguiu repetir os excelentes mandatos anteriores, o PT se engalfinhou em disputas internas para escolher o candidato, diz-se até que a escolha de Zé Raimundo desagradou o então prefeito, que, se já não estava acelerando, reduziu ainda mais a marcha. Na eleição de quatro anos mais tarde, na toada que vinha desde 2008, Herzem levou, confirmando as expectativas e profecias do 2º turno de 2012, que hoje completa 13 anos.

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