A lealdade na política é ilusionista tal qual promessa eleitoral. Uma provocação diante da crise do PT com Coronel e das opções derivadas dela

A lealdade na política é ilusionista tal qual promessa eleitoral. Uma provocação diante da crise do PT com Coronel e das opções derivadas dela

O Progressistas (PP) era o partido do Otto Alencar quando ele se tornou vice-governador eleito com Jaques Wagner (PT), em 2010. O atual senador do PSD sucedeu Edmundo Pereira, do então PMDB, comandado pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima na Bahia. Em 2010, o PMDB de Edmundo – ex-prefeito de Brumado por três vezes – e o PT de Wagner se apartaram. Geddel saiu candidato a governador e levou o ex-vice-prefeito para o mesmo lugar, formando uma chapa puro sangue. O PT foi buscar Otto no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), do qual era conselheiro e de onde saiu no dia 30 de março de 2010.

Mas, Otto Alencar não se demorou no PP e foi um dos fundadores do PSD, ao lado de Gilberto Kassab, que era prefeito de São Paulo. Desde então está no partido e o partido está alinhado com o PT no estado.

Em 2002, quando o atual senador Jaques Wagner foi candidato a governador pela primeira vez, o PP se chamava PPB e estava no carlismo, sendo um dos componente da coligação Ação, Competência, Moralidade, que elegeu Paulo Souto. Em 2006, quando o PT ganhou a primeira eleição, o PP ainda estava com Paulo Souto.

Otto foi vice-governador do estado, pelo PL, aliado de ACM. Em 2002, foi governador de abril até 31 de dezembro. Em 2003, ainda estava no carlismo tendo sido secretário da Indústria, Comércio e Mineração no governo do Paulo Souto, até 8 de outubro de 2004, quando saiu para assumir o cargo no TCM.

Quando o PP e o PT se afastaram, em março de 2022, foi noticiado que o rompimento se dava 14 anos depois da aliança com o PT na Bahia, mas em 2008, 14 anos antes, portanto, o partido de João Leão, que em 2022 era o vice de Rui Costa, apoiou João Henrique, que venceu no 2º turno contra Nelson Pelegrino, do PT.

O PP passou a compor dobradinha com o PT justamente com a chegada de Otto, eleito vice-governador em 2010. A união está chegando ao 16º aniversário. No grupo de ACM ele ficou 25 anos, tendo iniciado como candidato a vice-prefeito em 1985, ano da primeira eleição na capital baiana desde 1962, na chapa de Edvaldo Brito, que era do PTB, assim como ele, e apoiado por ACM, que ainda era PDS, partido que não lançou candidato naquela eleição.

O PSD está com o PT baiano há 15 anos. Otto Alencar sinaliza que pode ficar muito mais, porém, não custa desconfiar. A crise envolvendo Ângelo Coronel parece ser bem mais aguda do que a ocorrida na saída do PP, que decidiu bem cedo, em março, apoiar ACM Neto na eleição de 2022, diante da recusa de Rui Costa de deixar o cargo de governador para o vice.

Na política, às vezes, uma ‘marolinha’ ou uma mera tempestade em copo d’água pode criar um tsunami.

E o MDB? Com tantas idas e vindas e a percussão pré-carnaval a agitar o balanço de Geraldo Júnior, com certeza está com as ‘barbas de molho’ (se bem que Lúcio e Geddel não criam barbas, então mudemos para ‘pulga na orelha’) e uma esperança do tamanho da estrada Salvador – Feira de Santana.

FOTO DESTAQUE: IMAGEM CRIADA PELA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COPILOT

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