Presidente da Coopmac é investigado por violência psicológica e assédio moral na Operação Custódia Fiel deflagrada da Polícia Civil em Conquista



A Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial (DT) de Vitória da Conquista, com apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste), deflagrou, nesta sexta-feira (30/01), a Operação Custódia Fiel e deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão e medidas cautelares relacionadas a uma investigação que apura o crime de violência psicológica e assédio moral praticado supostamente praticado pelo presidente da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Copmac) contra duas mulheres funcionárias.
De acordo com boletim policial, Isaac Silva Figueira é investigado por condutas de injúria, violência psicológica e supressão de documentos. Ele teria utilizado sua posição hierárquica na instituição para intimidar funcionárias, proferir ofensas à honra e exercer controle abusivo no ambiente de trabalho em decorrência de fatos ocorridos entre fevereiro e novembro de 2025.

Uma das vítimas relatou que o presidente fazia comentários constantes sobre seu corpo, como dizer que ela era “magra e precisaria engordar um pouquinho” e tecer observações sobre o formato de sua boca; costumava inventar nomes para chamá-la, como “Juremilda” ou “Jurema”, visando ridicularizá-la.
Em uma ocasião em que a vítima chegou atrasada devido a problemas no transporte após visitar seu ex-noivo, o agressor afirmou que ela teria viajado “atrás de macho”; em momentos a sós, ele chegava a dizer de forma séria que a vítima “não era nada”, o que a levou a chorar por dias devido à humilhação sofrida. Isso tudo gerou um quadro de crises de pânico, ansiedade, agorafobia e insônia em decorrência dos transtornos causados pelo investigado.
Após essa vítima denunciar o caso à diretoria executiva da Coopmac, uma sindicância interna foi instaurada, concluindo haver indícios robustos de autoria e materialidade dos atos ilegais praticados pelo presidente. Ato contínuo, o investigado presidiu uma reunião extraordinária e, acompanhado de alguns conselheiros, declarou a nulidade absoluta da sindicância que apurou o assédio moral, determinando que toda a documentação ali produzida (cópias, áudios, transcrições, e-mails, atas, anotações) lhe fosse entregue e destruída após seis meses.
A operação policial teve como objetivo a apreensão desse material para a elucidação da verdade real sobre os crimes de assédio e injúria investigados. Uma pasta lacrada com toda documentação foi apreendida. A Polícia Judiciária também representou por medidas cautelares diversas da prisão contra o presidente da cooperativa para que ele fique proibido de se aproximar ou entrar em contato com uma das vítimas, o que foi deferido pelo Judiciário.
O BLOG fez contato com a assessoria de imprensa da cooperativa, mas não obteve retorno.

FONTE: POLÍCIA CIVIL DA BAHIA

