Em menos de quatro anos, três vereadores de Conquista perdem o mandato na Justiça Eleitoral. Diogo não se despede e tem esperança de ficar

Em menos de quatro anos, três vereadores de Conquista perdem o mandato na Justiça Eleitoral. Diogo não se despede e tem esperança de ficar

Nesta quarta-feira (22), terão transcorridos 418 dias desde que a vereadora Delegada Gabriela Garrido (PV) assumiu o lugar de Natan da Carroceria (Avante) que se despediu do mandato após o último julgamento Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que, por 5 a 2, em 14 de julho de 2025, decidiu pela manutenção de sua cassação por fraude cometida pelo partido Avante na cota de gênero.

Desta vez, se uma nova cautelar não chegar antes, o suplente Alisson Roberto Seles Sá, o Alisson da Educação, vai assumir a cadeira e o gabinete de Diogo Azevêdo (PSDB), segundo vereador a perder o mandato na atual legislatura e o terceiro na história da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, segundo o que o BLOG DE GIORLANDO LIMA pôde apurar.

Antes dele e de Natan, perdeu o mandato Orlando Filho (PRTB), também por fraude na cota de gênero. Amanhã, completam-se 3 anos e 10 meses da posse de Edivaldo Ferreira Júnior, então do PTB, no lugar dele. Edivaldo entrou no dia 23 de novembro de 2022. Na sessão anterior, Orlando fez o seu discurso de despedida.

Natan não conseguiu e Diogo diz que não faria discurso de despedida porque ainda acredita que em seu retorno. E fala em possível surpresa nesta quarta-feira.

Vereador Ano da perda Motivo Quem assumiu
Orlando Filho (PRTB) 2022 Anulação dos votos do PRTB por fraude à cota de gênero nas eleições de 2020 Edivaldo Ferreira Júnior (PTB)
Natan da Carroceria (Avante) 2025 Anulação dos votos do Avante por fraude à cota de gênero nas eleições de 2024 Delegada Gabriela (PV)
Diogo Azevedo (PSDB) 2026 Infidelidade partidária, após deixar o União pelo PSDB sem justa causa reconhecida pelo TRE-BA Alisson da Educação (União), com posse marcada para quarta-feira (23)

Orlando Filho

Orlando Filho foi eleito em 2020 pelo PRTB. Em maio de 2022, a 39ª Zona Eleitoral anulou todos os votos da legenda ao reconhecer fraude à cota de gênero, com duas candidaturas femininas consideradas fictícias. O TRE-BA manteve a sentença por unanimidade em agosto. Em novembro houve a retotalização dos votos e a própria Câmara anunciou a perda do mandato de Orlando e a posse de Edivaldo Ferreira Júnior.

Natan da Carroceria

Natan foi eleito pelo Avante em 2024 com 1.505 votos. A Justiça Eleitoral reconheceu fraude à cota de gênero na chapa, anulou os votos da legenda e o TRE-BA manteve a decisão por 5 a 2 em 14 de julho de 2025. Depois da rejeição de recurso, Delegada Gabriela foi diplomada e assumiu a cadeira. Fontes de 2026 já se referem a Natan como ex-vereador cujo mandato foi cassado.

Diogo Azevedo

O TRE-BA decidiu por unanimidade, em 13 de agosto de 2026, pela perda do mandato por infidelidade partidária. Diogo havia deixado o União Brasil, partido pelo qual foi eleito em 2024, e ingressado no PSDB. Em 17 de setembro, o tribunal rejeitou também por unanimidade os embargos de declaração. A Câmara marcou para quarta-feira (23) a posse de Alisson da Educação.

Mandatos interrompidos

Há outros casos que precisam ser separados, porque representam interrupção do mandato, mas não perda de mandato no sentido jurídico. Péricles Gusmão Régis morreu em 12 de maio de 1964 enquanto exercia a vereança, depois de ser preso pelo aparato repressivo do regime militar. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos reconheceu a responsabilidade do Estado por sua morte.

Jadiel Matos também era vereador quando morreu, em 1998. Eleito pelo PSB em 1996, quando faleceu estava desempenhando a função de secretário municipal. Miguel Felício (PCdoB), que já exercia o mandato enquanto Jadiel estava no governo municipal assumiu definitivamente a cadeira.

Fabrício Falcão (PCdoB) renunciou ao segundo mandato em 2010. Ele foi eleito deputado estadual e tomou posse na Assembleia Legislativa da Bahia em 2011. Hudson Castro (PCdoB) assumiu a cadeira no dia 4 de fevereiro de 2011.

Há ainda Josete Menezes, mulher do ex-prefeito Guilherme Menezes, eleita vereadora em 2004 com 3.408 votos, mas que não assumiu a cadeira na Câmara de Vereadores. No seu lugar ficou Vivi Mendes, primeiro suplente da coligação. Josete, como Fabrício, não entra na lista dos vereadores que perderam o mandato, sendo apenas caso de mandato conquistado nas urnas e não exercido.

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