Consequência da rachadinha: todos os assessores de Dinho dos Campinhos são exonerados. Vereador foi suspenso por 60 dias; relatório pedia cassação


Ao determinar a suspensão do mandato por 60 dias, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista foi econômica na punição do vereador Gilvan Nunes Pereira (Republicanos), flagrado praticando rachadinha, um esquema em que um agente político exige ou recebe parte do salário de servidores, geralmente assessores parlamentares.
A relatora do processo na subcomissão de ética, vereadora Delegada Gabriela Garrido, chegou à conclusão que houve grave quebra de decoro parlamentar e a punição teria que ser a perda de mandato. Mas, apesar das evidências e do escândalo que vai marcar por muito tempo a imagem do legislativo conquistense, o relatório foi revisado na comissão e poupou Dinho dos Campinhos, como é conhecido o parlamentar, da cassação.
Antes do final do ano, Dinho estará de volta, depois de dois meses sem salário e sem outras benesses, como vale alimentação, carro abastecido e com motorista, ligações telefônicas e um gabinete à disposição. Presume-se, porém, que seu prejuízo será bem menor do que o dos assessores que terão menos dinheiro para os presentes e o peru de Natal. Como consequência da atitude do vereador, a direção da Casa exonerou todos os assessores.
Até agora, não se sabe se algum deles reclamou ou pediu solidariedade. Poderão voltar aos cargos no dia 21 de dezembro.
Um detalhe chamou a atenção do BLOG: O decreto da suspensão do vereador Gilvan Nunes Pereira foi publicado ontem (20) no Diário Oficial do Município (DOM), assinado pelo presidente Ivan Cordeiro (PL) e datado de 9 de outubro de 2026. O Regimento Interno da Câmara estabelece que a suspensão começa a contar do dia seguinte à decisão em plenário. Mas o documento assinado pelo presidente diz que a medida entra em vigor na data de sua publicação. Neste caso, qual publicação?


